viernes, abril 04, 2008
Un comentario de Jaime Bayly desde MIAMI
Es la historia de la muerte del segundo de la FARC (Reyes)...
OBAMA y su discurso en la Iglesia at King´s Church
Es un YouTube donde este candidato habla en esa iglesia... Puede ser interesante ponerle atención a lo que dice...
On the day before the Dr. Martin Luther King, Jr. holiday, Senator Barack Obama delivers a speech to the congregation of Ebenezer Baptist Church in Atlanta, Georgia.
Negro e branco, brilhante e flexível, Obama revitaliza King
Gilles Lapouge*
Barack Obama tinha 6 anos quando Martin Luther King foi assassinado em Memphis. Desde aquele 4 de abril de 1968, a história mundial tornou-se tão efervescente que esquecemos a face dolorosa dos EUA. A candidatura de Obama é um convite a nos lembrarmos dela. No entanto, se o eloqüente Obama é um herdeiro da epopéia de King, ele o é de maneira longínqua, imprecisa.
King, pastor na Geórgia, foi o representante exemplar dos descendentes de escravos africanos que viviam no sul, repelidos e desprezados pela maioria dos brancos. Obama vem de outra parte. Ou melhor, vem de todos os lugares ao mesmo tempo - e essa é a sua força. Ele é negro e branco. Nasceu no Havaí, de pai queniano e mãe branca de alta linhagem: entre seus ancestrais está Jefferson Davies, presidente dos Estados Confederados da América. Muito jovem, retornou ao Quênia. Estudou em uma escola muçulmana na Indonésia. Fez seus estudos superiores nos EUA. Tornou-se cristão e participou de uma igreja negra de Chicago. Nada disso lembra a história de King. Lembra mais a de um imigrante do que a de um negro americano.
Há outra diferença. King não se inscrevia no jogo normal dos EUA e de suas instituições. Ele não conduziu uma ação política. Era um pastor que a miséria e a injustiça vieram interpelar. Já Obama é um homem político. Seguiu todos os currículos. Sabe das dificuldades. Conhece todas as sutilezas. Assim, o combate que empreende não é exatamente o mesmo que o de King. É por isso que evitou tão ferozmente apresentar-se como o recuperador da bandeira de King.
Nem sempre foi fácil. Ele tinha um desafio sutil: não se passar por um representante natural da comunidade negra, mas sem negligenciá-la. Nesse caso também, ele precisava estar aqui e lá ao mesmo tempo: negro e branco, nem negro nem branco.
O fato de pertencer, se não à comunidade negra, mas pelo menos ao mundo mestiço, não conseguiu descarrilar sua carruagem em várias ocasiões em que isso poderia ter ocorrido. O momento mais perigoso foi no início de março, quando vídeos lembraram que o antigo pastor da igreja de Obama em Chicago, o reverendo Jeremiah Wright, era um inimigo dos EUA. Em 2003, Jeremiah, que foi uma espécie de guia espiritual de Obama, clamou: "Em vez de dizer 'Que Deus abençoe os EUA', é preciso dizer: 'Que Deus amaldiçoe os EUA', que tratam como subumanos alguns de seus cidadãos." Pior: após os atentados de 11 de setembro de 2001, Jeremiah ousou dizer: "Surpreende-me que as pessoas se espantem de que tudo o que os EUA fizeram no estrangeiro seja jogado hoje em sua cara." Diante desse terremoto, Obama reagiu com sangue-frio. Finalmente, ousou encarar de frente a questão racial, essa ferida dos EUA que ele até então evitava. Fez um discurso inspirado sobre o tema, à maneira de um Lincoln ou de King.
De fato, há algumas semelhanças entre sua luta política e a luta humana de King. Os dois homens, num dado momento, defrontaram-se com o mesmo inimigo: o ódio dos extremistas. Por volta de 1960, os negros americanos, constatando que a não-violência não dava resultado, distanciaram-se de King e cometeram excessos sangrentos. King assistiu, desesperado, a esse retorno do horror.
Obama também deparou com o mesmo tipo de excesso. Mas soube acalmar os ânimos. E exatamente por causa de sua personalidade ambígua, meio queniana e meio americana, meio negra e meio branca, um pouco religiosa, mas não muito. Ele tem uma suavidade, uma flexibilidade que King não podia conhecer. E ele tem outros trunfos. Além de seu charme e seu brio dialético, é um homem absolutamente novo. King era muito velho, dos inícios da história americana. Obama, com apenas 46 anos, é um homem livre em relação às tradições políticas asfixiantes às quais todos os seus concorrentes estão extremamente ligados.
O fato de ele pertencer à comunidade negra, longe de aliená-lo dos brancos, como ele próprio temia, é, ao contrário, aceito. Melhor ainda: muitos americanos brancos, desesperados ao constatar o desprezo, o ódio ou a aversão aos EUA no mundo todo, se perguntam se este homem brilhante, negro e ileso de todos os clichês americanos não poderia reconquistar o coração dos homens. A cor da sua pele não poderá fazer esquecer a imagem corrompida e despedaçada dos EUA de Bush?
*Gilles Lapouge é correspondente em Paris
On the day before the Dr. Martin Luther King, Jr. holiday, Senator Barack Obama delivers a speech to the congregation of Ebenezer Baptist Church in Atlanta, Georgia.
Negro e branco, brilhante e flexível, Obama revitaliza King
Gilles Lapouge*
Barack Obama tinha 6 anos quando Martin Luther King foi assassinado em Memphis. Desde aquele 4 de abril de 1968, a história mundial tornou-se tão efervescente que esquecemos a face dolorosa dos EUA. A candidatura de Obama é um convite a nos lembrarmos dela. No entanto, se o eloqüente Obama é um herdeiro da epopéia de King, ele o é de maneira longínqua, imprecisa.
King, pastor na Geórgia, foi o representante exemplar dos descendentes de escravos africanos que viviam no sul, repelidos e desprezados pela maioria dos brancos. Obama vem de outra parte. Ou melhor, vem de todos os lugares ao mesmo tempo - e essa é a sua força. Ele é negro e branco. Nasceu no Havaí, de pai queniano e mãe branca de alta linhagem: entre seus ancestrais está Jefferson Davies, presidente dos Estados Confederados da América. Muito jovem, retornou ao Quênia. Estudou em uma escola muçulmana na Indonésia. Fez seus estudos superiores nos EUA. Tornou-se cristão e participou de uma igreja negra de Chicago. Nada disso lembra a história de King. Lembra mais a de um imigrante do que a de um negro americano.
Há outra diferença. King não se inscrevia no jogo normal dos EUA e de suas instituições. Ele não conduziu uma ação política. Era um pastor que a miséria e a injustiça vieram interpelar. Já Obama é um homem político. Seguiu todos os currículos. Sabe das dificuldades. Conhece todas as sutilezas. Assim, o combate que empreende não é exatamente o mesmo que o de King. É por isso que evitou tão ferozmente apresentar-se como o recuperador da bandeira de King.
Nem sempre foi fácil. Ele tinha um desafio sutil: não se passar por um representante natural da comunidade negra, mas sem negligenciá-la. Nesse caso também, ele precisava estar aqui e lá ao mesmo tempo: negro e branco, nem negro nem branco.
O fato de pertencer, se não à comunidade negra, mas pelo menos ao mundo mestiço, não conseguiu descarrilar sua carruagem em várias ocasiões em que isso poderia ter ocorrido. O momento mais perigoso foi no início de março, quando vídeos lembraram que o antigo pastor da igreja de Obama em Chicago, o reverendo Jeremiah Wright, era um inimigo dos EUA. Em 2003, Jeremiah, que foi uma espécie de guia espiritual de Obama, clamou: "Em vez de dizer 'Que Deus abençoe os EUA', é preciso dizer: 'Que Deus amaldiçoe os EUA', que tratam como subumanos alguns de seus cidadãos." Pior: após os atentados de 11 de setembro de 2001, Jeremiah ousou dizer: "Surpreende-me que as pessoas se espantem de que tudo o que os EUA fizeram no estrangeiro seja jogado hoje em sua cara." Diante desse terremoto, Obama reagiu com sangue-frio. Finalmente, ousou encarar de frente a questão racial, essa ferida dos EUA que ele até então evitava. Fez um discurso inspirado sobre o tema, à maneira de um Lincoln ou de King.
De fato, há algumas semelhanças entre sua luta política e a luta humana de King. Os dois homens, num dado momento, defrontaram-se com o mesmo inimigo: o ódio dos extremistas. Por volta de 1960, os negros americanos, constatando que a não-violência não dava resultado, distanciaram-se de King e cometeram excessos sangrentos. King assistiu, desesperado, a esse retorno do horror.
Obama também deparou com o mesmo tipo de excesso. Mas soube acalmar os ânimos. E exatamente por causa de sua personalidade ambígua, meio queniana e meio americana, meio negra e meio branca, um pouco religiosa, mas não muito. Ele tem uma suavidade, uma flexibilidade que King não podia conhecer. E ele tem outros trunfos. Além de seu charme e seu brio dialético, é um homem absolutamente novo. King era muito velho, dos inícios da história americana. Obama, com apenas 46 anos, é um homem livre em relação às tradições políticas asfixiantes às quais todos os seus concorrentes estão extremamente ligados.
O fato de ele pertencer à comunidade negra, longe de aliená-lo dos brancos, como ele próprio temia, é, ao contrário, aceito. Melhor ainda: muitos americanos brancos, desesperados ao constatar o desprezo, o ódio ou a aversão aos EUA no mundo todo, se perguntam se este homem brilhante, negro e ileso de todos os clichês americanos não poderia reconquistar o coração dos homens. A cor da sua pele não poderá fazer esquecer a imagem corrompida e despedaçada dos EUA de Bush?
*Gilles Lapouge é correspondente em Paris
jueves, abril 03, 2008
Hoy me informaron sobre la Página Web de mi biblioteca
La biblioteca de mi Universidad ha adquirido nuevos libros y se nos informa de inmediato...
miércoles, abril 02, 2008
América Latina y sus inversiones según Reuters

MEXICO CITY (Reuters) - Mexico 's economy has yet to suffer a significant slowdown despite a feared recession in the United States , as industrial output and investment stay fairly healthy, the central bank governor told Reuters.
Experts warn that a drop in the U.S. economy will hurt Mexico more than others in Latin America, but Gov. Guillermo Ortiz, at the Reuters Latin America Investment Summit in Mexico City , said recent data suggested Mexico is in relatively good shape.
"So far this year, we haven't really felt an important slowdown in Mexican economic indicators," he told Reuters.
"Figures for consumption, as well as investment, industrial production and foreign trade point to a first quarter with relatively strong activity," Ortiz said at the Reuters Summit, although he predicted the period would be slower than it was a year ago.
Chile Enersis to invest $10 bln in Latam
SANTIAGO (Reuters) - Chile-based regional energy group Enersis ENE.SN told Reuters on Tuesday it will invest $10 billion in Latin America between 2008-2012, adding that its plans are unswayed by turbulence in global markets.
"Around $4.4 billion will be spent on the distribution business and $5.6 billion on power generation, at today's exchange rate," CEO Ignacio Antonanzas told Reuters after a shareholder meeting of the group's Endesa Chile unit.
Enersis, the regional investment arm of Spain 's Endesa, is headquartered in Santiago and has power generation and distribution units in Argentina , Brazil , Colombia , Chile and Peru .
The firm's power-generating operations are concentrated in Endesa Chile , while its distribution business is centered in Chilectra and other subsidiaries.
The firm's investment plans over the next five years will be funded in large part by cash flow, Antonanzas told Reuters.
He forecast the firm's earnings before taxes, interest, depreciation and amortization (EBITDA) would be around $3 billion this year."A good part of these investments will be financed through operations (cash flow)," Antonanzas added at the Reuters Summit. "Endesa Chile and Enersis have ... robust balance sheets. This is the investment policy that we have decided on and plan to use going forward."
Peru's Alicorp sees sales at $2 billion: CEO
CALLAO, Peru (Reuters) - Alicorp, one of the largest food processors in Peru , plans to boost annual sales to $2 billion by 2013, its chief executive told Reuters on Tuesday, as the company looks to expand in Latin America .
Foreign acquisitions and exports figure prominently in the company's growth plan, said CEO Leslie Pierce.
"In the next five years, we should double sales ... to above $2 billion," Pierce told the Reuters Latin American Summit.
Alicorp's 2007 sales totaled 2.805 million soles (about US$1 billion). It sells everything from cookies to ketchup.
"We are looking very closely at acquisition opportunities in the region, like in Central America and the Caribbean," Pierce, who also mentioned Ecuador , Colombia and Argentina as possible areas of interest, told Reuters.
Alicorp already has manufacturing operations in Peru and distribution hubs in Ecuador and Colombia .
Foreign sales make up about 15 percent of Alicorp's total sales, said Pierce, who has previously said the company wants to boost exports to about 40 percent of total revenue by 2017.
The company plans to invest $15 million in Peru in 2008, mostly for maintenance, said Pierce at the Reuters Summit.
Braskem optimistic on Venezuela expansion
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Brazilian petrochemical company Braskem is set to expand into Venezuela and sees its planned investment in two plants there as safe even though ExxonMobil Corp had been involved in the same project before quitting that country.Supplies of high-quality Venezuelan naphtha and abundant natural gas are key to competing with Middle Eastern suppliers of petrochemical products in the Americas and Europe , Braskem Chief Executive Jose Carlos Grubisich told Reuters late on Monday.The Venezuelan venture will be Braskem's first project outside Brazil and part of an international expansion for the largest petrochemical company in Latin America ."It's not a question of optimism, it's business -- we have supply contracts for ethane and propane already negotiated that put us at the same competitive level as the Middle East," Grubisich said during the Reuters Latin America Investment Summit in Sao Paulo."It's a fact, plus we are combining advanced technology with global scale -- that's unbeatable," he told Reuters. "This opens a very big prospect for us to consolidate our position and become a much more important player in North America and Europe ."Braskem and Venezuela 's state petrochemical company, Pequiven, hold stakes of 49 percent each in the Jose petrochemical complex project. Another 2 percent is owned by Japanese trading house Sojitz.The
Grupo Mexico eyes $5 bln Baja port project
MEXICO CITY (Reuters) - Industrial Grupo Mexico said on Tuesday it was eager to win a piece of a $5 billion project to build the Punta Colonet port on Mexico 's Pacific coast.The planned mega-project on the Baja California Peninsula is meant to handle part of the surge of goods bound to U.S. consumers from Asia . It will be an alternative to Long Beach and Los Angeles , whose ports are at capacity."The big promise is Punta Colonet," Grupo Mexico Vice President Juan Rebolledo told the Reuters Latin America Investment Summit. "It will undoubtedly be the most significant infrastructure project in the past 15 or 20 years."
Mexican President Felipe Calderon has launched an ambitious program to invest billions of dollars to build and improve highways, airports and ports. Experts say the country needs better infrastructure to compete internationally.
Mexico's government has said it will launch tenders to build Punta Colonet, meant to handle 5 million containers per year, in the second half of 2008.
Brazil's Fator eyes brokerage takeovers
SAO PAULO (Reuters) - Banco Fator, one of Brazil's last independent investment banks, plans to buy domestic brokerages in the expectation that stock trading in the country will surge in the years ahead, Chief Executive Manoel Horacio da Silva told Reuters on Tuesday.The bank sees four or five good takeover targets and has "flirted" with some candidates, though no final agreements are in the works, he said. Consolidation among brokerages is ripe as banks seek to cut costs
Fator's brokerage was the biggest at the Sao Paulo stock exchange in 2004, but fell in the rankings in the past few years just as trading volume grew and the number of initial public offerings in Brazil jumped to record highs."We are buyers. We will try to bulk up the brokerage by acquiring others," Silva said at the Reuters Latin America Investment Summit in Sao Paulo .
"It's very expensive to run a brokerage, to maintain the compliance, risk. These (smaller) companies will have no way out. There will have to be consolidation."
The bank also plans to take advantage of a windfall from the sale of stakes in Brazil 's two largest financial exchanges, Bovespa Holding and BM&F SA, to launch a private equity firm, called Fator Capital, and four separate funds.
Fator is in talks with a domestic bank and a local pension fund over a fund with 400 million reais ($228.6 million) in assets that will invest in medium-sized companies, Silva told Reuters.
The bank is also in discussions with a major foreign bank to raise $600 million for another fund to invest in infrastructure in Brazil , mainly energy projects, he said at the Reuters Summit. Talks with the partners for the two funds should be concluded in 30 or 40 days.
Ecuador mulls debt buyback in 2008
QUITO (Reuters) - Ecuador has not ruled out buying back parts of its global bonds due in 2012 and 2030 this year if conditions are favorable, but it will not issue new foreign debt in 2008, Finance Minister Fausto Ortiz told Reuters on Tuesday.
Ecuador is analyzing all available options to improve its debt profile and will lower its public debt service burden by around $1.2 billion this year from 2007, Ortiz said, speaking at the Reuters Latin America Investment Summit in Quito.
"It is important to say that the weight of the debt service is no longer the main problem of the state budget," Ortiz told Reuters. "All financial options (to reprofile debt) are on the table."The option to buy back parts of the debt will depend on the impact a possible U.S. recession has on foreign markets as well as the costs to fix damage to the Andean nation's infrastructure and key crops after recent heavy rains and flooding, he told Reuters.Widespread flooding has prompted other government officials to predict slow economic growth this year, but Ortiz told Reuters he hopes the world's top banana exporter will keep on track with its 4.2 percent growth target.
Peru's Alicorp looks abroad to boost sales
CALLAO, Peru (Reuters) - Alicorp, one of the largest food processors in Peru , plans to boost annual sales to $2 billion by 2013, its chief executive told Reuters on Tuesday, as the company looks to expand in Latin America .
Foreign acquisitions and exports figure prominently in the company's growth plan, chief executive Leslie Pierce told Reuters.
"In the next five years, we should double sales ... to above $2 billion," said Pierce, speaking at the Reuters Latin American Summit in Lima , Peru .Alicorp's 2007 sales totaled 2.805 million soles (some $1 billion dollars). It sells everything from cookies to ketchup."We are looking very closely at acquisition opportunities in the region, like in Central America and the Caribbean," said Pierce, who also mentioned Ecuador , Colombia and Argentina as possible areas of interest.
Quién impone criterios en USA ?
Por Antonio Herrera
La sociedad norteamericana -no sus gobernantes- es la que impone parámetros en ese país
En naciones con débil estructura institucional las cosas pueden moverse al antojo de un caudillo y se toman decisiones viscerales, al calor de la pasión o porque "me da la gana". Un elemento que diferencia a las naciones desarrolladas es que tienen pesos y contrapesos institucionales al poder.
Cuando Lula iba a ser electo Presidente de Brasil muchos dijeron que aquella enorme masa poblacional y extensión geográfica iba a caer en manos extremistas y a sumar aliados a las oscuras fuerzas que apoyan al terrorismo y al populismo irresponsable. Nada de eso ocurrió.
Brasil, a pesar de su carga de millones de marginados, cuenta con amplias capas poblacionales modernas y de considerable formación cívica. Lo mismo ocurre en China y la India. Brasil tiene además consolidadas instituciones como Itamaraty que hacen que la política exterior sea cuestión de Estado. Resultado: Lula se proyecta como gobernante civilizado; y con su elección Brasil liquidó el tema de la discriminación contra la izquierda.
Cuando Felipe González iba a ser electo en España abundaban alarmistas que decían: "¡Qué vienen los rojos!". Pasó lo contrario y hoy Zapatero y Moratinos flirtean con las izquierdas exóticas del mundo -como en su tiempo hizo el PRI mexicano- pero a la hora de la verdad toman muy en serio las relaciones con la Unión Europea y Estados Unidos.
Muchos analistas del Tercer Mundo hoy ven en el senador Barack Hussein Obama una alternativa radical ante el cansancio y exasperación que genera George W. Bush en la mayor parte del planeta.
Obama está impulsado en las primarias porque Bush es antipático, y porque muchos sectores marginados de Estados Unidos achacan al gobierno de turno políticas económicas que ellos - como en todas partes- creen causantes de sus propios infortunios.
Muchos analistas del Tercer Mundo, en su rechazo a Bush piensan que Obama viene a implantar una especie de régimen revolucionario en Estados Unidos. Olvidan que aún si el senador demócrata gana -para lo cual aún falta mucho- no podrá disponer del país como hacienda propia. Habrán algunos gestos y cambios de estilo, pero de allí no pasará.
Esos analistas olvidan que las dos guerras mundiales, Corea y Vietnam estallaron porque en el exterior algunos creyeron que presidentes demócratas serían tolerantes con dirigentes hostiles a Estados Unidos. La sociedad norteamericana -no sus gobernantes- es la que impone parámetros en ese país. Los enemigos de esa enorme nació
La sociedad norteamericana -no sus gobernantes- es la que impone parámetros en ese país
En naciones con débil estructura institucional las cosas pueden moverse al antojo de un caudillo y se toman decisiones viscerales, al calor de la pasión o porque "me da la gana". Un elemento que diferencia a las naciones desarrolladas es que tienen pesos y contrapesos institucionales al poder.
Cuando Lula iba a ser electo Presidente de Brasil muchos dijeron que aquella enorme masa poblacional y extensión geográfica iba a caer en manos extremistas y a sumar aliados a las oscuras fuerzas que apoyan al terrorismo y al populismo irresponsable. Nada de eso ocurrió.
Brasil, a pesar de su carga de millones de marginados, cuenta con amplias capas poblacionales modernas y de considerable formación cívica. Lo mismo ocurre en China y la India. Brasil tiene además consolidadas instituciones como Itamaraty que hacen que la política exterior sea cuestión de Estado. Resultado: Lula se proyecta como gobernante civilizado; y con su elección Brasil liquidó el tema de la discriminación contra la izquierda.
Cuando Felipe González iba a ser electo en España abundaban alarmistas que decían: "¡Qué vienen los rojos!". Pasó lo contrario y hoy Zapatero y Moratinos flirtean con las izquierdas exóticas del mundo -como en su tiempo hizo el PRI mexicano- pero a la hora de la verdad toman muy en serio las relaciones con la Unión Europea y Estados Unidos.
Muchos analistas del Tercer Mundo hoy ven en el senador Barack Hussein Obama una alternativa radical ante el cansancio y exasperación que genera George W. Bush en la mayor parte del planeta.
Obama está impulsado en las primarias porque Bush es antipático, y porque muchos sectores marginados de Estados Unidos achacan al gobierno de turno políticas económicas que ellos - como en todas partes- creen causantes de sus propios infortunios.
Muchos analistas del Tercer Mundo, en su rechazo a Bush piensan que Obama viene a implantar una especie de régimen revolucionario en Estados Unidos. Olvidan que aún si el senador demócrata gana -para lo cual aún falta mucho- no podrá disponer del país como hacienda propia. Habrán algunos gestos y cambios de estilo, pero de allí no pasará.
Esos analistas olvidan que las dos guerras mundiales, Corea y Vietnam estallaron porque en el exterior algunos creyeron que presidentes demócratas serían tolerantes con dirigentes hostiles a Estados Unidos. La sociedad norteamericana -no sus gobernantes- es la que impone parámetros en ese país. Los enemigos de esa enorme nació
martes, abril 01, 2008
Vamos a ver TERRAM...las noticias
En Terram que viene de Chile aparece una nota sobre el asunto mundial sobre el ambiente y mejorar el compromiso de KIOTO.
domingo, marzo 30, 2008
UN JUEGUITO TONTO para pasar el tiempo....
hacer CLICK en el enlace de arriba para empezar a jugar....
sábado, marzo 29, 2008
Novel experiment to manage Chile’s economy

Before ’73 Coup, Chile Tried to Find the Right Software for Socialism
Article Tools Sponsored By the New York Time
By ALEXEI BARRIONUEVO
Published: March 28, 2008
SANTIAGO, Chile — When military forces loyal to Gen. Augusto Pinochet staged a coup here in September 1973, they made a surprising discovery. Salvador Allende’s Socialist government had quietly embarked on a novel experiment to manage Chile’s economy using a clunky mainframe computer and a network of telex machines.
A replica of a chair that was part of an experiment in the early 1970s to use a computer to help manage Chile’s economy.
The project, called Cybersyn, was the brainchild of A. Stafford Beer, a visionary Briton who employed his “cybernetic” concepts to help Mr. Allende find an alternative to the planned economies of Cuba and the Soviet Union. After the coup it became the subject of intense military scrutiny.
In developing Cybersyn, Mr. Beer changed the lives of the bright young Chileans he worked with here. Some 35 years later, this little-known feature of Mr. Allende’s abortive Socialist transformation was remembered in an exhibit in a museum beneath La Moneda, the presidential palace.
A Star Trek-like chair with controls in the armrests was a replica of those in a prototype operations room. Mr. Beer planned for the room to receive computer reports based on data flowing from telex machines connected to factories up and down this 2,700-mile-long country. Managers were to sit in seven of the contoured chairs and make critical decisions about the reports displayed on projection screens.
While the operations room never became fully operational, Cybersyn gained stature within the Allende government for helping to outmaneuver striking workers in October 1972. That helped planners realize — as the pioneers of the modern-day Internet did — that the communications network was more important than computing power, which Chile did not have much of, anyway. A single I.B.M. 360/50 mainframe, which had less storage capacity than most flash drives today, processed the factories’ data, with a Burroughs 3500 later filling in.
Cybersyn was born in July 1971 when Fernando Flores, then a 28-year-old government technocrat, sent a letter to Mr. Beer seeking his help in organizing Mr. Allende’s economy by applying cybernetic concepts. Mr. Beer was excited by the prospect of being able to test his ideas.
He wanted to use the telex communications system — a network of teletypewriters — to gather data from factories on variables like daily output, energy use and labor “in real time,” and then use a computer to filter out the important pieces of economic information the government needed to make decisions.
Mr. Beer set up teams of computer programmers in England and Chile, and began making regular trips to Santiago to direct the project. He was paid $500 a day while working in Chile, a sizable sum here at the time, said Raúl Espejo, who was Cybersyn’s operations director.
The Englishman became a mentor to the Chilean team, many of them in their 20s. On one visit he tried to inspire them by sharing Richard Bach’s “Jonathan Livingston Seagull,” the story of a seagull who follows his dream to master the art of flying against the wishes of the flock.
An imposing man with a long gray-flecked beard, Mr. Beer was a college dropout who challenged the young Chileans with tough questions. He shared his love for writing poetry and painting, and brought books and classical music from Europe. He smoked cigars and drank whiskey and wine constantly, “but was never losing his head,” Mr. Espejo said.
Most of the Cybersyn team scrupulously avoided talking about politics, and some even had far-right-wing views, said Isaquino Benadof, who led the team of Chilean engineers designing the Cybersyn software.
One early challenge was how to build the communications network. Short of money, the team found 500 unused telex machines in a warehouse of the national telecommunications company.
Cybersyn’s turning point came in October 1972, when a strike by truckers and retailers nearly paralyzed the economy. The interconnected telex machines, exchanging 2,000 messages a day, were a potent instrument, enabling the government to identify and organize alternative transportation resources that kept the economy moving.
The strike dragged on for nearly a month. While it weakened Mr. Allende’s Popular Unity party, the government survived, and Cybersyn was praised for playing a major role. “From that point on the communications center became part of whatever was happening,” Mr. Espejo said.
“Chile run by computer,” blared The British Observer on Jan. 7, 1973, as word of the experiment began leaking out.
But as the country’s political and security situation worsened, Mr. Beer and his Chilean team realized that time was running out.
Mr. Allende remained committed to Cybersyn to the end. On Sept. 8, 1973, he gave orders to move the operations room to the presidential palace. But three days later the military took over; Mr. Allende died that afternoon.
Military officials soon confronted Cybersyn’s leaders, seeking to understand their political motivations. Mr. Benadof said he was interrogated at least three times. Mr. Espejo, after being questioned, was warned to leave the country; two months after the coup he fled to England.
The military never could grasp Cybersyn, and finally dismantled the operations room. Several other Cybersyn team members went into exile. Mr. Flores, who was both economy and finance minister in the Allende government, spent three years in military concentration camps. After his release, he moved with his family to California to study at Stanford University and the University of California, Berkeley, where he earned a Ph.D. in philosophy.
He later was one of the inventors of the Coordinator, a program that tracked spoken commitments between workers within a company, one of the first forays into “work flow” software. He became a millionaire and returned to Chile, where today he is a senator representing the Tarapacá Region.
Mr. Beer, who died in 2002, helped some team members secure college teaching positions in England. That included Mr. Espejo, who dedicated himself to advancing cybernetics.
“The Chilean project completely transformed Stafford’s life, and he obviously had a huge impact on all of us,” Mr. Espejo said. “Clearly, his work was not recognized during his lifetime. But what he has written will remain for a long time.”
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viernes, marzo 28, 2008
Más y más música
House Music MP3 and WAV downloads. Download the latest releases and tracks from the genre, House Music, at Beatport, the recognized leader in electronic music.
House music is a style of electronic music that originated in Chicago and New York in the early 1980s. New York too has played an integral part in the development of house music, which is considered a direct descendant of disco music. House music is characterized by a 4/4 beat, meaning there is a prominent kick drum every beat (or every quarter note of a bar).
A drum machine or another electronic instrument usually creates the kick drum in house music. House music often has a continuous, repetitive synth bassline and uses a variety of electronic sounds and samples taken from other music genres including jazz, disco, blues and pop. House music generally falls between 118 and 135 beats per minute (BPM).
There is some debate surrounding how 'house' music first received its name. In the early 1980s underground warehouse parties become popular in Chicago, and one of these venues was known as 'The Warehouse'. The music played at 'The Warehouse', especially that of resident DJ Frankie Knuckles, was referred to by patrons as 'house' music. Larry Heard, aka 'Mr Fingers' claims that the term 'house' referred to the fact that many DJs created the music in their own homes using simple electronic equipment, drum machines and synthesizers. Chip E. was the first person to describe house music on a record with his track 'It's House', but he claims that the term originated from the way that records were labeled at the Imports Etc. record store where he worked in the early 1980s.
House music is a style of electronic music that originated in Chicago and New York in the early 1980s. New York too has played an integral part in the development of house music, which is considered a direct descendant of disco music. House music is characterized by a 4/4 beat, meaning there is a prominent kick drum every beat (or every quarter note of a bar).
A drum machine or another electronic instrument usually creates the kick drum in house music. House music often has a continuous, repetitive synth bassline and uses a variety of electronic sounds and samples taken from other music genres including jazz, disco, blues and pop. House music generally falls between 118 and 135 beats per minute (BPM).
There is some debate surrounding how 'house' music first received its name. In the early 1980s underground warehouse parties become popular in Chicago, and one of these venues was known as 'The Warehouse'. The music played at 'The Warehouse', especially that of resident DJ Frankie Knuckles, was referred to by patrons as 'house' music. Larry Heard, aka 'Mr Fingers' claims that the term 'house' referred to the fact that many DJs created the music in their own homes using simple electronic equipment, drum machines and synthesizers. Chip E. was the first person to describe house music on a record with his track 'It's House', but he claims that the term originated from the way that records were labeled at the Imports Etc. record store where he worked in the early 1980s.
Cuando se tiene un hijo....

…se tienen todos los hijos del mundo. Así lo dijo el poeta y nos interpretó a todos. Sin distingo de franela, sin pasiones políticas. Mueren 6 bebés en la Maternidad por irregularidades inaceptables: falta de médicos, de personal calificado, de insumos. Todos los venezolanos estamos de luto.
Seis bebés nuestros pierden la vida mientras los revolucionarios hacen un minuto de silencio por un guerrillero y un asesino colombiano, mientras el presupuesto se va en propaganda, vallas, anuncios de prensa; mientras se invierte para comprar la solidaridad de los países pro-chavistas; mientras se mandan batallones a costa de una fortuna a una guerra que sólo existió en la febril imaginación del triste héroe del Museo Militar; mientras se descubren fortunas adquiridas al amparo de la revolución, mientras 650 millones de dólares y 9 largos años se fueron en sal y agua dejándonos una Venezuela pobre, oscura y derrotada.
Cada céntimo dilapidado en carros, propaganda y fincas, es responsable de haberle arrebatado un día de vida a cada uno de esos bebés. Cada torpeza por falta de gerencia les robó aliento a esas criaturas, cada médico venezolano mal pagado que tuvo que irse empujado por médicos cubanos es culpa de la revolución y sus revolucionarios. La muerte de esos bebés tiene un asesino y su nombre es la Revolución Chavista.
HOW TO SPEAK HIP
Un enlace interesante...
Una amiga nuestra quiere explicar
Lastimosamente es cierto, pero también es cierto que en este power point hay muchas verdades a medias, por ejemplo, mi abuela a sus 85 años no anda en la calle ni el resto de las abuelas de mi amigas y amigos andan en esa situación en que ponen a la vejez en Cuba. De hecho hay una atención especial a la 3era edad, tanto en el círculo de abuelos donde hacen ejercicios y hacen paseos donde les dan refrigerios, etc; que tienen sus problemas, si es cierto, pero repito no todo lo que aparece acá son hechos totalmente reales.
De paso no comparan lo bueno de un país con lo bueno del otro país, sino que comparan lo bueno de un país con lo malo de Cuba. Deberían poner junto a la foto de la indigencia en Cuba, la foto de la indigencia en Estados Unidos (por solo mencionar un país). Vamos a hablar con más verdades completas.
En Cuba (que conozco bien en toda la extensión de la palabra) hay de cuantas cosas malas puedas imaginar, posiblemente en mayor escala que en otros países pero tampoco le tiren a "matar", por Dios, ¿cómo se les ocurre poner a una niñita catirita (rubiecita) en Viena en una plaza y a otros niñitos morenitos jugando en un charco de agua por un hueco en medio de la calle? O sea, mi intención no es tapar el hecho de que Viena es una belleza por lo que ahí se observa y en Cuba esa calle y tantas otras tienen huecos y se llenan de agua simulando una piscina donde estaban esos niñitos en Cuba. Mi intención es hacer ver la mala intención (valga la redundancia) de quienes hacen estas presentaciones, al hacer comparaciones tan burdas de una realidad que muchos no conocen o recuerdan vagamente.
Por otra parte, es cierto que Cuba está bastante deteriorada, "desgastada" en buena parte de las fachadas, pero me pregunto, ¿por qué no ponen fotos de otras partes de la ciudad capital, por ejemplo, Miramar? Siempre muestran la misma destrucción y ruinas de La Habana Vieja. Existe, es muy cierto, pero hay otras partes bonitas y cuidadas. Supongo que es una gran ironía la comparación de un barco (medio de viajar) en Copenhaugue y unos balseros saliendo de Cuba y con el cartelito de Medios de Viajar o similar título para esas diapositivas.
En fin, al Cesar lo que es del Cesar. Ocurre, es cierto. Todas estas fotografías son reales, no son trucadas ni cosa que se le parezca pero no quieran contar solo la parte más espantosa y de paso contarla a media. Deberían comparar a esa catirita de Viena en una bella plaza con una primita mía catirita que vive en Cuba degustando un sabroso helado en Coppelia en el Vedado, bien vestida y con una sonrisa de felicidad en el rostro. Otra vez aclaro, no me ciega la pasión, se que en Cuba ocurren muchísimas cosas malas y quizás me quedo corta, pero me gustaría que compararan lo similar de Cuba con los similar de otros países para ver bien las diferencias, no que pongan cerca la foto de un burro en Cuba y al lado un Mercedes Benz último modelo en cualquier otro país. Por favor, no hay comparación: El burro necesita menos mantenimiento..........ja, ja, ja!!!!
Un gran abrazo. Terminé riendo pero no es un chiste, es lo que pienso.
Besos
Lari
De paso no comparan lo bueno de un país con lo bueno del otro país, sino que comparan lo bueno de un país con lo malo de Cuba. Deberían poner junto a la foto de la indigencia en Cuba, la foto de la indigencia en Estados Unidos (por solo mencionar un país). Vamos a hablar con más verdades completas.
En Cuba (que conozco bien en toda la extensión de la palabra) hay de cuantas cosas malas puedas imaginar, posiblemente en mayor escala que en otros países pero tampoco le tiren a "matar", por Dios, ¿cómo se les ocurre poner a una niñita catirita (rubiecita) en Viena en una plaza y a otros niñitos morenitos jugando en un charco de agua por un hueco en medio de la calle? O sea, mi intención no es tapar el hecho de que Viena es una belleza por lo que ahí se observa y en Cuba esa calle y tantas otras tienen huecos y se llenan de agua simulando una piscina donde estaban esos niñitos en Cuba. Mi intención es hacer ver la mala intención (valga la redundancia) de quienes hacen estas presentaciones, al hacer comparaciones tan burdas de una realidad que muchos no conocen o recuerdan vagamente.
Por otra parte, es cierto que Cuba está bastante deteriorada, "desgastada" en buena parte de las fachadas, pero me pregunto, ¿por qué no ponen fotos de otras partes de la ciudad capital, por ejemplo, Miramar? Siempre muestran la misma destrucción y ruinas de La Habana Vieja. Existe, es muy cierto, pero hay otras partes bonitas y cuidadas. Supongo que es una gran ironía la comparación de un barco (medio de viajar) en Copenhaugue y unos balseros saliendo de Cuba y con el cartelito de Medios de Viajar o similar título para esas diapositivas.
En fin, al Cesar lo que es del Cesar. Ocurre, es cierto. Todas estas fotografías son reales, no son trucadas ni cosa que se le parezca pero no quieran contar solo la parte más espantosa y de paso contarla a media. Deberían comparar a esa catirita de Viena en una bella plaza con una primita mía catirita que vive en Cuba degustando un sabroso helado en Coppelia en el Vedado, bien vestida y con una sonrisa de felicidad en el rostro. Otra vez aclaro, no me ciega la pasión, se que en Cuba ocurren muchísimas cosas malas y quizás me quedo corta, pero me gustaría que compararan lo similar de Cuba con los similar de otros países para ver bien las diferencias, no que pongan cerca la foto de un burro en Cuba y al lado un Mercedes Benz último modelo en cualquier otro país. Por favor, no hay comparación: El burro necesita menos mantenimiento..........ja, ja, ja!!!!
Un gran abrazo. Terminé riendo pero no es un chiste, es lo que pienso.
Besos
Lari
miércoles, marzo 26, 2008
Allí en el enlace les mando buena música en inglés
Claro el en el enlace aparecen 12 piezas musicales (45 minutos de música) que espero las disfruten como lo he hecho yo...
ESTO ES MAPAS NOMAO
El enlace de arriba son mis lugares preferido en un mapa NOMAO !!
martes, marzo 25, 2008
Shakira...!!
El enlace de arriba es un YOU-TUBE con Shakira cantando con respaldada con un video de la película Amores en Tiempos de Cólera (versión digital del libro de García Márquez )
Música para bajar...
En el enlace de MUSIC-DOWNLOAD podemos oir varias piezas musicales en idioma inglés. Y también:
MUSICA Y VIDEO
Las fotos de la historia personal de Fidel Castro
Arriba la BBC de Londres ha colocado varias fotos del comunista cubano Fidel Castro.
Ingrid Betancourt

BOGOTA (AFP) - El Ejército colombiano carece de información sobre el actual estado de salud de la política colombo francesa Ingrid Betancourt, rehén de la guerrilla de las FARC desde 2002, ante rumores sobre la inminencia de su muerte, señaló su comandante, general Mario Montoya.
"Todos son dimes y diretes. La verdad es que no tenemos nada concreto (sobre su estado de salud)", aseguró el oficial a la privada radio Caracol que lo interrogó sobre versiones de prensa según las cuales Betancourt se encuentra al borde de la muerte y su liberación sería inminente.
Un informe publicado este martes por el periódico El Colombiano de la ciudad de Medellín asegura que organismos de inteligencia del Estado recogieron informaciones de campesinos del selvático departamento de Guaviare (sur) según las cuales vieron a Betancourt gravemente enferma y al borde de la muerte.
"Esto, según se ha especulado, llevaría a ese grupo guerrillero a entregarla en un corto plazo. De la misma manera, se ha rumorado que la posible liberación se daría en una zona cercana al municipio de El Retorno (donde las FARC liberaron recientemente a seis rehenes)", añadió el diario.
Montoya, que dijo desconocer el origen de esa información, recordó que las fuerzas militares redoblaron su presencia en esa región. "Tenemos una presencia muy especial en la zona. Desde el 21 de diciembre pasado activamos una brigada en San José, capital del Guaviare, con tres batallones", concluyó.
Las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC, marxista) proponen el intercambio de unos 40 rehenes llamados "políticos", entre estos Betancourt -secuestrada el 23 de febrero de 2002-, contra varios centenares de guerrilleros en manos de las autoridades colombianas.
El recién liberado ex congresista Luis Eladio Pérez aseguró que vio recientemente a Betancourt y dijo que ésta se halla "muy mal" y "sin ánimo para continuar", tras seis años de cautiverio.
domingo, marzo 23, 2008
La Economía de USA entra en recesión!!
En el enlace de arriba pueden leer un diagnóstico sobre este problema de economía en USA, además de la crisis hipotecaria y de casi un millón de viviendas ejecutadas judicialmente porque sus dueños no pueden seguir pagando el servicio de la deuda que habían contraído. Si a lo anterior se le suma una contracción económica en USA, incluso en los países europeos, entonces el efecto de los altos precios del petróleo es uno de los responsables del asunto. Vean en tiempo real el precio del crudo que parace en este mismo BLOG ( abajo y a su derecha).
Lo que dice Oppenheimer sobre las computadoras de Reyes
En el enlace de arriba aparace la noticia completa con 50 comentarios.
viernes, marzo 21, 2008
El Escultor "acuático" : JASON de CAIRES
El escultor Jason de Caires Taylor nació en 1974, de padre británico y de madre guyanesa, ha exibido su obra en varios lugares de Londres, como en la Plaza Trasfalgar, Regents Park y la estación del metro de Waterloo. Ahora ha elaborado un parque subacuático con la idea de inculcar el respeto al medio natural. Taylor también es un instructor de buceo profesional. En la página de la BBC aparece esta sorprendente noticia:
En el enlace de arriba aparece la Hoja Web relativa a este hecho insólito. La obra debajo del agua se llama VICISITUDES, es un círculo de 26 figuras de tamaño real y agarradas de las manos. Como el 40% de los arrecifes han desaparecido a nivel mundial. Taylor espera que la colonia de corales reviva de nuevo con sus esculturas ubicadas en la Isla de Granada en el Caribe Insular, lo cual además traerá más turistas a ese espacio geográfico.
En el enlace de arriba aparece la Hoja Web relativa a este hecho insólito. La obra debajo del agua se llama VICISITUDES, es un círculo de 26 figuras de tamaño real y agarradas de las manos. Como el 40% de los arrecifes han desaparecido a nivel mundial. Taylor espera que la colonia de corales reviva de nuevo con sus esculturas ubicadas en la Isla de Granada en el Caribe Insular, lo cual además traerá más turistas a ese espacio geográfico.
Ciudadanos reporteros
Hoy pude ver otro lugar donde los ciudadanos reporteros pueden subir sus noticias. Yo conocía solamente 2 lugares dedicados a este periodismo no profesional. Un diario internacional de Korea del Sur : OH-MYNEWS , dedicado a esta nueva manera de obtener noticias y un diario ubicado en India promovido por estudiantes y profesores de periodismo, pero ya desaparecido.
Ahora podemos escribir nuestras noticias también enNOW-PUBLIC
Esta es la nueva revolución de las noticias como ha dicho uno de los fundadores de NowPublic. Es posible que sigan apareciendo estas modalidades de buscar información que esté más cercana a los propios ciudadanos. El diario El Universal de Caracas desea comenzar a utilizar esta nueva forma de relacionarse con sus lectores.
Today exists at NOW-PUBLIC (or new BLOG) 120.961 citizen reporters of 140 countries and 3.900 cities. The blog Now Public (crowd powered media) is a business of Vancouver-Canada. The founder of the Blog is Len Brody. Len began the project as an experiment in its own house. Now they have money of the business Rho Ventures for 10.6 million dollars.
También en el Web-Sites de TIME, podemos encontrar la información sobre esta modalaidad de hacer noticias:HACER CLICK AQUI
Ahora podemos escribir nuestras noticias también en
Esta es la nueva revolución de las noticias como ha dicho uno de los fundadores de NowPublic. Es posible que sigan apareciendo estas modalidades de buscar información que esté más cercana a los propios ciudadanos. El diario El Universal de Caracas desea comenzar a utilizar esta nueva forma de relacionarse con sus lectores.
Today exists at NOW-PUBLIC (or new BLOG) 120.961 citizen reporters of 140 countries and 3.900 cities. The blog Now Public (crowd powered media) is a business of Vancouver-Canada. The founder of the Blog is Len Brody. Len began the project as an experiment in its own house. Now they have money of the business Rho Ventures for 10.6 million dollars.
También en el Web-Sites de TIME, podemos encontrar la información sobre esta modalaidad de hacer noticias:
Exploracion punto com
Recursos WEB de antropología y Arquelogía...
jueves, marzo 20, 2008
China: las olimpíadas y sus problemas actuales
China se prepara para las Olimpíadas pero ha tenido dos problemas para cumplir con ese deseo importante; su primer problema es el TIBET pues la antorcha de los Juegos también tiene que pasar por ese lugar, un sitio que quiere la INDEPENDENCIA de China y que en estos últimos días ha recibido una represión brutal del gobierno Chino. El otro problema es lo que se llama el MAQUILLAJE de la ciudad para lograr una imagen positiva de sus visitantes. Si bien es cierto que en las ciudades que han servido de huéspedes apara ese evento han tratado también de embellecerse como lo hizo Seúl, Barcelona, Atlanta, Sydney, Atenas, Londres y Pekín, aquí en China el asunto para lograr se ha hecho con muchos desmanes y abusos de los derechos humanos. Trece mil personas al mes están siendo desalojadas en Pekín para atender las necesitas de la Olimpíada del mes de agosto.
Por ejemplo a pocos metros de la Ciudad Imperial , o sea: en el casco antiguo de los Hutong las muy viejas y tradicionales casas de madera están siendo restauradas y vendidas a precios altísimos, pero sus ocupantes afectados no reciben ninguna compensación. Han habido en Pekín hasta ahora más de 300.000 desalojos y los afectados superan el millón y medio de habitantes. Estos desalojos compulsivos ha generado mucho descontento, por ejemplo 6.000 casas fueron demolidas para construir 9 estadios y si para mostrar la cara lavada de una ciudad se necesita el costo de producir marginalidad, entonces la relación Beneficios / Costos será muy negativa y censurable. Recordemos que este mismo problema se le presentó en Italia a Musolini con la Olimpíadas en Roma para el año 1944, que no se llevó a cabo debido al estallido de la guerra.
Por ejemplo a pocos metros de la Ciudad Imperial , o sea: en el casco antiguo de los Hutong las muy viejas y tradicionales casas de madera están siendo restauradas y vendidas a precios altísimos, pero sus ocupantes afectados no reciben ninguna compensación. Han habido en Pekín hasta ahora más de 300.000 desalojos y los afectados superan el millón y medio de habitantes. Estos desalojos compulsivos ha generado mucho descontento, por ejemplo 6.000 casas fueron demolidas para construir 9 estadios y si para mostrar la cara lavada de una ciudad se necesita el costo de producir marginalidad, entonces la relación Beneficios / Costos será muy negativa y censurable. Recordemos que este mismo problema se le presentó en Italia a Musolini con la Olimpíadas en Roma para el año 1944, que no se llevó a cabo debido al estallido de la guerra.
Para oír música latina hay que hacer click aquí
Haga click arriba para oír música latina...
miércoles, marzo 19, 2008
Entrevista con Michael Reid
Michael Reid es un periodista editor de el diario The Economist para las Américas. Vladimir Hernández lo entrevista en Londres cerca de la plaza de St. James en el centro de la City.
Hernández : ¿ por qué América Latina es un continente olvidado ?
REID : Porque desde la perspectiva de Estados Unidos y de Europa son más importantes estratégicamente el mundo islámico , China e India. Africa es vista como una cicatriz que genera cargos de conciencia por su pobreza extrema y conflictos. Pero el asunto con América Latina es que es una región que no es tan pobre para generar compasión, ni tiene un crecimiento que genere entusiasmo y tampoco es peligrosa para el resto del mundo: Por ello se ha quedado en el fondo de la lista de las prioridades y para mi es un error porque es una región muy significativa para el proyecto global de democracia y capitalismo.
Hernández : ¿América Latina es una de las regiones democráticas más importante en el mundo ?
REID: Yo creo que sí... es la tercera región con más democracia del mundo después de Estados Unidos y de Europa y por eso creo que necesita más atención de los inversionistas de USA y de Europa.
Hernández: Leí en su libro que el único peligro para el progreso de la región es la alternativa que propone Hugo Chávez en Venezuela. ¿ Cuál es su visión de ese asunto ?
REID : Mi punto de vista sobre la región es que ha habido crecimiento, desarrollo sustentable, democracia y progreso social y hay países como Chile, Brasil y México que han emprendido importantes reformas institucionales. Pero la región afronta el reto del populismo autocrático del presidente Chávez, él cual tiene una visión diferente de las prioridades de la región. Pero en verdad aún es aventurado señalar que Chávez es una amenaza para la democracia latinoamericana, pues muchos países no parecieran estar interesados claramente en la alternativa que se propone desde Venezuela. En general, en la región hay un crecimiento nunca visto desde los años 60 e incluso en países como Brasil y México han comenzado a implantar mejores políticas para acabar con las desigualdades. Mientras que en Venezuela la evidencia muestra más bien que la desigualdad está en aumento.
Hernández : ¿Cómo se explica que Chávez sea considerado una amenaza para la democracia si hasta ahora su apoyo político ha sido de una mayoría ?
REID : Es que una de las características de la democracia moderna es que es más incluyente que en el pasado y entonces cualquiera puede ser electo, especialmente si sabe manejar su discurso. Es cierto que Chávez ha representado a un grupo social de venezolanos de bajos recursos, pero el problema es la manera en que ha gobernado. Ha tergiversado la esencia de la democracia que involucra algo más que acciones. Sin embargo, yo creo que el resultado del reciente referéndum del 2.007 fue un punto de inflexión para Venezuela, porque demostró que la democracia puede realmente ponerle límites a la idea de Chávez de perpetuarse en el poder con los cambios constitucionales.
Hernández : ¿Qué cambios se esperan ?
REID : Ya ha habido cambios. Chávez dijo que la revolución se desaceleraría y como se ha dado cuenta de que la gente tiene quejas concretas sobre su vida diaria y promesas que no se cumplen, él señaló que su estrategia ahora son las TRES R: reconsiderar, retroceder y reconocer. Pero el asunto es que se necesita mucha humildad que él no ha mostrado durante casi nueve años en el poder. Y lo interesante del referéndum fue que 3 millones de "chavistas" no votaron por su reforma autocrática y es que ese sector, que eran los excluidos y que apoyan a Chávez, valora mucho la libertad y la democracia y no quiere un presidente vitalicio y autócrata y además se han dado cuenta que la revolución es ineficiente y es muy corrupta. La economía se está sobrecalentando y la inflación está creciendo, lo cual afecta la lucha contra la pobreza- Además, hay un control de precios que ha provocado escasez de alimentos y si a esto se le agrega la inseguridad al convertirse Caracas en la capital más violenta de América del Sur, entonces es difícil ver una reducción de esos problemas en los próximos años, a menos que haya un cambio radical en el pensamiento y la ideología del Gobierno.
Hernández Pero a pesar de todo eso Chávez continua en el poder . ¿Cómo se explica eso?
REID Porque todavía tiene ciertos niveles de popularidad y, porque a pesar de los problemas de la economía muchos venezolanos viven en una mejor situación económica que en el año 2.002 debido a los elevados precios del petróleo, a pesar que se ha utilizado muy mal esos recursos al darle más importancia al proselitismo político adentro y fuera del país.La revolución ah descapitalizado a Venezuela. Pero la oposición ha aprendido varias lecciones y una de ellas es que no hay soluciones rápidas y además quieren mantener el hilo constitucional.
Hernández: ¿ Puede Venezuela caer en la inestabilidad ?
REID: Sí... si el precio del petróleo cae, asunto que no parece posible por ahora, pues cada vez ese precio se eleva más y más. Chávez se ha mantenido tanto tiempo en el poder debido a las alzas del crudo , pero el gobierno no ha diversificado la economía en un país que desde la época de Uslar Pietri se hablaba de "sembrar el petróleo" y de allí el elevado desempleo. Además, los programas sociales del Gobierno no están logrando marcar diferencia alguna en el país, por ejemplo la llamada Misión Robinson no ha tenido el efecto que se dice sobre el analfabetismo, los beneficios de salud no tienen un resultado significado pues son de muy corto plazo y porque los hospitales cada vez más se deterioran. Yo opino que esa revolución bolivariana es insostenible. Los únicos aliados que tiene esta revolución son el gobierno de Cuba, el de Nicaragua, el de Ecuador, el de Bolivia y en algo el gobierno de Dominica, todos por el interés de obtener beneficios del petróleo venezolano y de los ingresos del país. Brasil está haciendo un juego un tanto sofisticado con Hugo Chávez o sea está maniobrando alrededor de él para neutralizarlo en la región. O sea, que quiere demostrar que Chávez no es el único actor en la región. Lo que más preocupante son las relaciones entre Venezuela y Colombia de alta tensión diplomática. Pareciera que Chávez quiere buscar una situación conflictiva con Colombia para impulsar su popularidad, lo cual es muy irresponsable y más irresponsable aún darle crédito a la guerrilla de la FARC.
Hernández : ¿ por qué América Latina es un continente olvidado ?
REID : Porque desde la perspectiva de Estados Unidos y de Europa son más importantes estratégicamente el mundo islámico , China e India. Africa es vista como una cicatriz que genera cargos de conciencia por su pobreza extrema y conflictos. Pero el asunto con América Latina es que es una región que no es tan pobre para generar compasión, ni tiene un crecimiento que genere entusiasmo y tampoco es peligrosa para el resto del mundo: Por ello se ha quedado en el fondo de la lista de las prioridades y para mi es un error porque es una región muy significativa para el proyecto global de democracia y capitalismo.
Hernández : ¿América Latina es una de las regiones democráticas más importante en el mundo ?
REID: Yo creo que sí... es la tercera región con más democracia del mundo después de Estados Unidos y de Europa y por eso creo que necesita más atención de los inversionistas de USA y de Europa.
Hernández: Leí en su libro que el único peligro para el progreso de la región es la alternativa que propone Hugo Chávez en Venezuela. ¿ Cuál es su visión de ese asunto ?
REID : Mi punto de vista sobre la región es que ha habido crecimiento, desarrollo sustentable, democracia y progreso social y hay países como Chile, Brasil y México que han emprendido importantes reformas institucionales. Pero la región afronta el reto del populismo autocrático del presidente Chávez, él cual tiene una visión diferente de las prioridades de la región. Pero en verdad aún es aventurado señalar que Chávez es una amenaza para la democracia latinoamericana, pues muchos países no parecieran estar interesados claramente en la alternativa que se propone desde Venezuela. En general, en la región hay un crecimiento nunca visto desde los años 60 e incluso en países como Brasil y México han comenzado a implantar mejores políticas para acabar con las desigualdades. Mientras que en Venezuela la evidencia muestra más bien que la desigualdad está en aumento.
Hernández : ¿Cómo se explica que Chávez sea considerado una amenaza para la democracia si hasta ahora su apoyo político ha sido de una mayoría ?
REID : Es que una de las características de la democracia moderna es que es más incluyente que en el pasado y entonces cualquiera puede ser electo, especialmente si sabe manejar su discurso. Es cierto que Chávez ha representado a un grupo social de venezolanos de bajos recursos, pero el problema es la manera en que ha gobernado. Ha tergiversado la esencia de la democracia que involucra algo más que acciones. Sin embargo, yo creo que el resultado del reciente referéndum del 2.007 fue un punto de inflexión para Venezuela, porque demostró que la democracia puede realmente ponerle límites a la idea de Chávez de perpetuarse en el poder con los cambios constitucionales.
Hernández : ¿Qué cambios se esperan ?
REID : Ya ha habido cambios. Chávez dijo que la revolución se desaceleraría y como se ha dado cuenta de que la gente tiene quejas concretas sobre su vida diaria y promesas que no se cumplen, él señaló que su estrategia ahora son las TRES R: reconsiderar, retroceder y reconocer. Pero el asunto es que se necesita mucha humildad que él no ha mostrado durante casi nueve años en el poder. Y lo interesante del referéndum fue que 3 millones de "chavistas" no votaron por su reforma autocrática y es que ese sector, que eran los excluidos y que apoyan a Chávez, valora mucho la libertad y la democracia y no quiere un presidente vitalicio y autócrata y además se han dado cuenta que la revolución es ineficiente y es muy corrupta. La economía se está sobrecalentando y la inflación está creciendo, lo cual afecta la lucha contra la pobreza- Además, hay un control de precios que ha provocado escasez de alimentos y si a esto se le agrega la inseguridad al convertirse Caracas en la capital más violenta de América del Sur, entonces es difícil ver una reducción de esos problemas en los próximos años, a menos que haya un cambio radical en el pensamiento y la ideología del Gobierno.
Hernández Pero a pesar de todo eso Chávez continua en el poder . ¿Cómo se explica eso?
REID Porque todavía tiene ciertos niveles de popularidad y, porque a pesar de los problemas de la economía muchos venezolanos viven en una mejor situación económica que en el año 2.002 debido a los elevados precios del petróleo, a pesar que se ha utilizado muy mal esos recursos al darle más importancia al proselitismo político adentro y fuera del país.La revolución ah descapitalizado a Venezuela. Pero la oposición ha aprendido varias lecciones y una de ellas es que no hay soluciones rápidas y además quieren mantener el hilo constitucional.
Hernández: ¿ Puede Venezuela caer en la inestabilidad ?
REID: Sí... si el precio del petróleo cae, asunto que no parece posible por ahora, pues cada vez ese precio se eleva más y más. Chávez se ha mantenido tanto tiempo en el poder debido a las alzas del crudo , pero el gobierno no ha diversificado la economía en un país que desde la época de Uslar Pietri se hablaba de "sembrar el petróleo" y de allí el elevado desempleo. Además, los programas sociales del Gobierno no están logrando marcar diferencia alguna en el país, por ejemplo la llamada Misión Robinson no ha tenido el efecto que se dice sobre el analfabetismo, los beneficios de salud no tienen un resultado significado pues son de muy corto plazo y porque los hospitales cada vez más se deterioran. Yo opino que esa revolución bolivariana es insostenible. Los únicos aliados que tiene esta revolución son el gobierno de Cuba, el de Nicaragua, el de Ecuador, el de Bolivia y en algo el gobierno de Dominica, todos por el interés de obtener beneficios del petróleo venezolano y de los ingresos del país. Brasil está haciendo un juego un tanto sofisticado con Hugo Chávez o sea está maniobrando alrededor de él para neutralizarlo en la región. O sea, que quiere demostrar que Chávez no es el único actor en la región. Lo que más preocupante son las relaciones entre Venezuela y Colombia de alta tensión diplomática. Pareciera que Chávez quiere buscar una situación conflictiva con Colombia para impulsar su popularidad, lo cual es muy irresponsable y más irresponsable aún darle crédito a la guerrilla de la FARC.
El portal de Cristovam
Como sabemos Cristovam Buarque es un Senador de Brasil y un profesor importante de la Universidad de Brasilia. Su preocupación básica y sus mensajes siempre se refieren a la IMPORTANCIA DE LA EDUCACION...
martes, marzo 18, 2008
Dicen que Shangai (China) es la urbe con mayor crecimiento en ete siglo
Y para comprobarlo puedes hacer CLICK en el enlace de arriba... a disfrutar el espacio urbano de Shangai...
Chávez y las encuestas...
1 hora, 8 minutos
CARACAS (AP) - El apoyo de la ciudadanía al gobierno del presidente Hugo Chávez ha disminuido en Venezuela, según una encuesta publicada el martes.
El estudio de opinión realizado por la firma Datos encontró que el 34% de 2.000 encuestados apoyó al gobierno, en comparación al 67% que lo hacían a principios del 2005. De acuerdo con los sondeos trimestrales de Datos, es el más bajo apoyo para la administración de Chávez desde 2003.
El estudio fue publicado por el diario El Nacional, que dice que se llevó a cabo el mes pasado y que la muestra representa el 75% de la población venezolana, pero no precisó quién encargó la encuesta ni detalles del cuestionario utilizado.
El Nacional dijo que el sondeo tenía un margen de error de 2,2 puntos porcentuales.
Otro encuestador, Alfredo Keller, publicó el martes los resultados de una encuesta que muestra que el número de venezolanos que se identifican a sí mismos como partidarios de Chávez se mantuvo en 37% según un estudio de febrero, la misma cifra que a finales del año pasado cuando declinó desde el 50% que se identificaron a mediados de año como tales.
Keller, cuya encuesta se publicó en el diario El Universal, dijo que diseñó una muestra aleatoria de 1.200 personas y que la encuesta tiene un error de 2,9 puntos porcentuales. El presidente de la encuestadora Keller & Asociados indicó que el estudio fue financiado por nueve empresas, las cuales no tiene permitido identificar.
Keller reveló algunas preguntas de la encuesta, pero el contenido completo del cuestionario no se hizo público.
No hubo comentario inmediato del gobierno sobre las encuestas.
Mark Weisbrot, analista del Centro de Investigaciones Políticas y Económicas con sede en Washington, se mostró escéptico ante los resultados debido a la tradicional popularidad de Chávez y el crecimiento económico reciente de Venezuela.
"Es evidente que Chávez se ha visto afectado por la escasez de los alimentos", dijo Weisbrot, refiriéndose al desabastecimiento esporádico de leche y otros productos. Pero, "es una cuestión relativamente fácil para ellos resolver ese problema", añadió.
Otro encuestador venezolano, Luis Vicente León de la empresa Datanalysis, dijo que no tiene resultados de una nueva encuesta pero que su más reciente sondeo sobre la popularidad de Chávez sugiere una disminución al final del año pasado, seguido más recientemente por "la estabilización en niveles (de desaprobación) que siguen siendo altos".
CARACAS (AP) - El apoyo de la ciudadanía al gobierno del presidente Hugo Chávez ha disminuido en Venezuela, según una encuesta publicada el martes.
El estudio de opinión realizado por la firma Datos encontró que el 34% de 2.000 encuestados apoyó al gobierno, en comparación al 67% que lo hacían a principios del 2005. De acuerdo con los sondeos trimestrales de Datos, es el más bajo apoyo para la administración de Chávez desde 2003.
El estudio fue publicado por el diario El Nacional, que dice que se llevó a cabo el mes pasado y que la muestra representa el 75% de la población venezolana, pero no precisó quién encargó la encuesta ni detalles del cuestionario utilizado.
El Nacional dijo que el sondeo tenía un margen de error de 2,2 puntos porcentuales.
Otro encuestador, Alfredo Keller, publicó el martes los resultados de una encuesta que muestra que el número de venezolanos que se identifican a sí mismos como partidarios de Chávez se mantuvo en 37% según un estudio de febrero, la misma cifra que a finales del año pasado cuando declinó desde el 50% que se identificaron a mediados de año como tales.
Keller, cuya encuesta se publicó en el diario El Universal, dijo que diseñó una muestra aleatoria de 1.200 personas y que la encuesta tiene un error de 2,9 puntos porcentuales. El presidente de la encuestadora Keller & Asociados indicó que el estudio fue financiado por nueve empresas, las cuales no tiene permitido identificar.
Keller reveló algunas preguntas de la encuesta, pero el contenido completo del cuestionario no se hizo público.
No hubo comentario inmediato del gobierno sobre las encuestas.
Mark Weisbrot, analista del Centro de Investigaciones Políticas y Económicas con sede en Washington, se mostró escéptico ante los resultados debido a la tradicional popularidad de Chávez y el crecimiento económico reciente de Venezuela.
"Es evidente que Chávez se ha visto afectado por la escasez de los alimentos", dijo Weisbrot, refiriéndose al desabastecimiento esporádico de leche y otros productos. Pero, "es una cuestión relativamente fácil para ellos resolver ese problema", añadió.
Otro encuestador venezolano, Luis Vicente León de la empresa Datanalysis, dijo que no tiene resultados de una nueva encuesta pero que su más reciente sondeo sobre la popularidad de Chávez sugiere una disminución al final del año pasado, seguido más recientemente por "la estabilización en niveles (de desaprobación) que siguen siendo altos".
CRISIS IN TIBET
CRISIS IN TIBET
Why India Must Stand Up to China
Cracking down on its own Tibetan minority is no way for a major democracy to act.
By Sumit Ganguly | Newsweek Web Exclusive
Mar 18, 2008 | Updated: 5:01 p.m. ET Mar 18, 2008
India's response to the harsh Chinese crackdown on legitimate Tibetan protests in Lhasa and elsewhere has been dispiriting. In parliament the seasoned politician and foreign minister Pranab Mukherjee could only express distress at the plight of the hapless Tibetans. Worse still, Indian security forces swooped down on nonviolent Tibetan protestors at Dharamsala, the principal refuge of the Tibetan diaspora, and incarcerated them for 14 days using India's preventive detention laws, a colonial relic.
India does itself a disservice by not standing up to China over its treatment of Tibet. If India wishes to be considered a great power, it needs to display a greater degree of independence and not kowtow to Beijing. With rapid economic growth, a substantial military establishment and robust political institutions, India should stop behaving in a subservient fashion and forthrightly stand up and defend certain inalienable rights of the Tibetan minority in its midst—rights that should obtain in any humane and democratic state.
New Delhi's reluctance to challenge China over Tibet goes back to Beijing's brutal repression of the Khampa revolt 50 years ago, when the Dalai Lama, the spiritual and temporal head of the Tibetans, fled to India. Although China sharply reproved India for providing refuge to the Dalai Lama, India stood its ground. Shortly thereafter, following a breakdown of negotiations over a disputed border, China attacked and defeated India in October 1962. Even though India's army has since been modernized and prepared for mountain warfare, the memory of this rout still haunts Indian military planners and policymakers. That's why, when the Chinese army periodically crosses the border, India responds with anodyne criticism. And why India has been willing to publicly and abjectly reassure China that the Tibetan exiles will not be allowed to engage in any meaningful political activity.
Appeasement might not be a bad policy if it actually succeeded in keeping Beijing satisfied, but it doesn't. There is not a shred of evidence that it has ever moderated Chinese behavior. Whenever Tibetan exiles have engaged in minor protests, Beijing has sternly rebuked India for allowing them to engage in political activities. Faced with Beijing's continued expressions of discontent, New Delhi has rarely missed an opportunity to genuflect before the Middle Kingdom. The Tibetan crackdown is only the latest example.
This humiliating deference undermines India's national interests as a rising Asian power and corrodes its credentials as a liberal democracy. If China can so easily cow Indian policymakers, then India's claims to great power status in Asia, let alone beyond, appear utterly hollow. It shows that Indian policymakers have been, to use a term from the cold war era, Finlandized—constrained by a foreign power. Some policy options cannot even be considered for fear of offending China. India, for example, has had little to say about China's penetration of much of Burma and its ongoing quest for military bases in that country. India has also exercised great caution in pursuing any significant commercial ties with Taiwan for fear of incurring the wrath of the mainland. What does it say about India as a democracy if the authorities harass law-abiding Tibetans who are only engaging in peaceful protests? Such actions are fundamentally contrary to the principles of a liberal democracy that enshrines the right of public political dissent.
It is all but certain that the heavy hand of the Chinese state will successfully crush the demonstrations that have swept across much of Tibet. China is well aware that the great powers will issue some predictable communiqués demanding an end to repression and calling for political dialogue. They are most unlikely to bolster these pious sentiments with any viable actions that would prove costly to the regime in Beijing, such as the imposition of sanctions or the boycott of Chinese goods. India has long, albeit fitfully, sought to uphold human rights both at home and abroad. Today, when it has aspirations of regional and global leadership, it needs to demonstrate the self-confidence to condemn China's repression of its Tibetan minority and to provide comfort to the Tibetan diaspora. Any policy that falls short of these steps amounts to an abetment of China's abject treatment of a disenfranchised minority. If India's political leadership wishes to be seen as the exemplars of a major democratic state with global aspirations, at a minimum it should grant the Tibetans the right to peaceful protest. It should also consider deferring the mostly desultory border talks, which have, in any case, moved at a glacial pace.
Ganguly is a professor of political science at Indiana University in Bloomington and an adjunct fellow of the Pacific Council on International Policy.
Why India Must Stand Up to China
Cracking down on its own Tibetan minority is no way for a major democracy to act.
By Sumit Ganguly | Newsweek Web Exclusive
Mar 18, 2008 | Updated: 5:01 p.m. ET Mar 18, 2008
India's response to the harsh Chinese crackdown on legitimate Tibetan protests in Lhasa and elsewhere has been dispiriting. In parliament the seasoned politician and foreign minister Pranab Mukherjee could only express distress at the plight of the hapless Tibetans. Worse still, Indian security forces swooped down on nonviolent Tibetan protestors at Dharamsala, the principal refuge of the Tibetan diaspora, and incarcerated them for 14 days using India's preventive detention laws, a colonial relic.
India does itself a disservice by not standing up to China over its treatment of Tibet. If India wishes to be considered a great power, it needs to display a greater degree of independence and not kowtow to Beijing. With rapid economic growth, a substantial military establishment and robust political institutions, India should stop behaving in a subservient fashion and forthrightly stand up and defend certain inalienable rights of the Tibetan minority in its midst—rights that should obtain in any humane and democratic state.
New Delhi's reluctance to challenge China over Tibet goes back to Beijing's brutal repression of the Khampa revolt 50 years ago, when the Dalai Lama, the spiritual and temporal head of the Tibetans, fled to India. Although China sharply reproved India for providing refuge to the Dalai Lama, India stood its ground. Shortly thereafter, following a breakdown of negotiations over a disputed border, China attacked and defeated India in October 1962. Even though India's army has since been modernized and prepared for mountain warfare, the memory of this rout still haunts Indian military planners and policymakers. That's why, when the Chinese army periodically crosses the border, India responds with anodyne criticism. And why India has been willing to publicly and abjectly reassure China that the Tibetan exiles will not be allowed to engage in any meaningful political activity.
Appeasement might not be a bad policy if it actually succeeded in keeping Beijing satisfied, but it doesn't. There is not a shred of evidence that it has ever moderated Chinese behavior. Whenever Tibetan exiles have engaged in minor protests, Beijing has sternly rebuked India for allowing them to engage in political activities. Faced with Beijing's continued expressions of discontent, New Delhi has rarely missed an opportunity to genuflect before the Middle Kingdom. The Tibetan crackdown is only the latest example.
This humiliating deference undermines India's national interests as a rising Asian power and corrodes its credentials as a liberal democracy. If China can so easily cow Indian policymakers, then India's claims to great power status in Asia, let alone beyond, appear utterly hollow. It shows that Indian policymakers have been, to use a term from the cold war era, Finlandized—constrained by a foreign power. Some policy options cannot even be considered for fear of offending China. India, for example, has had little to say about China's penetration of much of Burma and its ongoing quest for military bases in that country. India has also exercised great caution in pursuing any significant commercial ties with Taiwan for fear of incurring the wrath of the mainland. What does it say about India as a democracy if the authorities harass law-abiding Tibetans who are only engaging in peaceful protests? Such actions are fundamentally contrary to the principles of a liberal democracy that enshrines the right of public political dissent.
It is all but certain that the heavy hand of the Chinese state will successfully crush the demonstrations that have swept across much of Tibet. China is well aware that the great powers will issue some predictable communiqués demanding an end to repression and calling for political dialogue. They are most unlikely to bolster these pious sentiments with any viable actions that would prove costly to the regime in Beijing, such as the imposition of sanctions or the boycott of Chinese goods. India has long, albeit fitfully, sought to uphold human rights both at home and abroad. Today, when it has aspirations of regional and global leadership, it needs to demonstrate the self-confidence to condemn China's repression of its Tibetan minority and to provide comfort to the Tibetan diaspora. Any policy that falls short of these steps amounts to an abetment of China's abject treatment of a disenfranchised minority. If India's political leadership wishes to be seen as the exemplars of a major democratic state with global aspirations, at a minimum it should grant the Tibetans the right to peaceful protest. It should also consider deferring the mostly desultory border talks, which have, in any case, moved at a glacial pace.
Ganguly is a professor of political science at Indiana University in Bloomington and an adjunct fellow of the Pacific Council on International Policy.
Cancilleres y embajadores de la OEA llegaron a un acuerdo
Por Adriana Garcia
WASHINGTON (Reuters) - Cancilleres y embajadores de la OEA llegaron en la madrugada del martes a una resolución que busca reparar las dañadas relaciones entre Colombia y Ecuador, tras las heridas que dejó una crisis regional desatada por un bombardeo a un campamento de las FARC en suelo ecuatoriano.
Tras negociaciones que duraron todo el lunes y se prolongaron hasta las primeras horas del martes, los diplomáticos reunidos en la Organización de Estados Americanos (OEA) aprobaron finalmente un documento que recibió cierta reserva de Estados Unidos.
El documento enfatiza los puntos acordados por los presidentes de Colombia y Ecuador en la reunión del Grupo de Río, efectuada en República Dominicana a principios de marzo.
El documento busca "afianzar la paz y la seguridad del continente," "asegurar la solución pacífica de las controversias que surjan entre los Estados miembros," y fue aclamado y aplaudido de pie por los diplomáticos.
"No cabe duda que hemos encontrado una vez más nuestro firme compromiso con el logro de nuestros ideales y de nuestros principios," dijo sobre la resolución el canciller de República Dominicana, Carlos Morales Troncoso, quien presidió la reunión de cancilleres.
Militares colombianos atacaron a inicios de marzo un campamento de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), donde murió uno de los líderes de esa guerrilla conocido como Raúl Reyes, lo que desató una profunda crisis a la cual se sumaron Venezuela y Nicaragua en apoyo a Ecuador.
Estados Unidos apoyó el texto, pero expresó reservas sobre un punto que rechaza el bombardeo colombiano a un campamento de las FARC en Ecuador. Para Washington, Colombia actuó en legítima defensa al perpetuar el ataque.
Los cancilleres de Ecuador y Colombia aprobaron el documento de nueve puntos, lo que para países como Brasil y Venezuela refuerza la autoridad de los países latinoamericanos en el marco del Grupo de Río -del cual no participa Estados Unidos- para solucionar problemas.
El documento reafirma el respeto a la soberanía territorial de los estados, registra las disculpas de Bogotá por el bombardeo y reitera el "firme compromiso" de los 34 países de la OEA de combatir la acción de "grupos irregulares" en la región, como buscaba Bogotá.
"(La OEA) reitera el firme compromiso de todos los Estados miembros de combatir las amenazas de seguridad provenientes de la acción de grupos irregulares o de organizaciones criminales, en particular aquellas vinculadas a actividades del narcotráfico," dijo el documento.
La resolución "toma nota" de los trabajos de una misión de la OEA en ambos países liderada por el secretario general del organismo, José Miguel Insulza, a quien pide que el funcionario "ejerza sus buenos oficios" para que la resolución se cumpla y para reestablecer la confianza entre Bogotá y Quito.
El texto pide además que Insulza presente un informe sobre avances en el tema en la próxima Asemblea General de la OEA, a ser realizada en la ciudad colombiana de Medellín en junio.
Los diplomáticos llegaron a un acuerdo después de horas de estancamiento por la presión del canciller brasileño, Celso Amorim, quien expresó que una resolución de cancilleres no podría desautorizar las declaraciones de los presidentes colombiano y ecuatoriano en el marco del Grupo de Río.
DIFERENCIAS
Eso ocurrió porque, según fuentes diplomáticas, durante el día persistieron diferencias entre Ecuador y Colombia en relación a la inclusión en el documento de una mención sobre el combate al terrorismo.
Ecuador buscaba que el texto se enfocara en el rechazo a la violación de su territorio, mientras que Colombia intentaba incluir el tema de la obligación de los estados en el combate a grupos criminales y trasnacionales.
Para los colombianos, así como para Estados Unidos y la Unión Europa, las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) son una organización terrorista, pese a que otros países latinoamericanos no clasifican el grupo de esa forma.
Por la mañana, también causó agitación en los corredores de la OEA una supuesta foto del ministro de Seguridad Interna y Externa de Ecuador, Gustavo Larrea, publicada por el diario colomibano "El Tiempo," junto al guerrillero Raúl Reyes, el número dos de las FARC muerto en el ataque aéreo de Colombia.
Pero más tarde Quito esclareció que no se trataba de Larrea, sino del secretario general del partido Comunista argentino, Patricio Echegaray. El diario se corrigió.
Colombia ha insistido en que las computadoras de Reyes, incautadas después del bombardeo, muestran vínculos entre las FARC y el Gobierno ecuatoriano, y también entre la guerrilla y el presidente venezolano, Hugo Chávez. Ambas informaciones fueron categóricamente rechazadas por los países mencionados.
(Reporte de Adriana Garcia; editado por Hernán García)
WASHINGTON (Reuters) - Cancilleres y embajadores de la OEA llegaron en la madrugada del martes a una resolución que busca reparar las dañadas relaciones entre Colombia y Ecuador, tras las heridas que dejó una crisis regional desatada por un bombardeo a un campamento de las FARC en suelo ecuatoriano.
Tras negociaciones que duraron todo el lunes y se prolongaron hasta las primeras horas del martes, los diplomáticos reunidos en la Organización de Estados Americanos (OEA) aprobaron finalmente un documento que recibió cierta reserva de Estados Unidos.
El documento enfatiza los puntos acordados por los presidentes de Colombia y Ecuador en la reunión del Grupo de Río, efectuada en República Dominicana a principios de marzo.
El documento busca "afianzar la paz y la seguridad del continente," "asegurar la solución pacífica de las controversias que surjan entre los Estados miembros," y fue aclamado y aplaudido de pie por los diplomáticos.
"No cabe duda que hemos encontrado una vez más nuestro firme compromiso con el logro de nuestros ideales y de nuestros principios," dijo sobre la resolución el canciller de República Dominicana, Carlos Morales Troncoso, quien presidió la reunión de cancilleres.
Militares colombianos atacaron a inicios de marzo un campamento de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), donde murió uno de los líderes de esa guerrilla conocido como Raúl Reyes, lo que desató una profunda crisis a la cual se sumaron Venezuela y Nicaragua en apoyo a Ecuador.
Estados Unidos apoyó el texto, pero expresó reservas sobre un punto que rechaza el bombardeo colombiano a un campamento de las FARC en Ecuador. Para Washington, Colombia actuó en legítima defensa al perpetuar el ataque.
Los cancilleres de Ecuador y Colombia aprobaron el documento de nueve puntos, lo que para países como Brasil y Venezuela refuerza la autoridad de los países latinoamericanos en el marco del Grupo de Río -del cual no participa Estados Unidos- para solucionar problemas.
El documento reafirma el respeto a la soberanía territorial de los estados, registra las disculpas de Bogotá por el bombardeo y reitera el "firme compromiso" de los 34 países de la OEA de combatir la acción de "grupos irregulares" en la región, como buscaba Bogotá.
"(La OEA) reitera el firme compromiso de todos los Estados miembros de combatir las amenazas de seguridad provenientes de la acción de grupos irregulares o de organizaciones criminales, en particular aquellas vinculadas a actividades del narcotráfico," dijo el documento.
La resolución "toma nota" de los trabajos de una misión de la OEA en ambos países liderada por el secretario general del organismo, José Miguel Insulza, a quien pide que el funcionario "ejerza sus buenos oficios" para que la resolución se cumpla y para reestablecer la confianza entre Bogotá y Quito.
El texto pide además que Insulza presente un informe sobre avances en el tema en la próxima Asemblea General de la OEA, a ser realizada en la ciudad colombiana de Medellín en junio.
Los diplomáticos llegaron a un acuerdo después de horas de estancamiento por la presión del canciller brasileño, Celso Amorim, quien expresó que una resolución de cancilleres no podría desautorizar las declaraciones de los presidentes colombiano y ecuatoriano en el marco del Grupo de Río.
DIFERENCIAS
Eso ocurrió porque, según fuentes diplomáticas, durante el día persistieron diferencias entre Ecuador y Colombia en relación a la inclusión en el documento de una mención sobre el combate al terrorismo.
Ecuador buscaba que el texto se enfocara en el rechazo a la violación de su territorio, mientras que Colombia intentaba incluir el tema de la obligación de los estados en el combate a grupos criminales y trasnacionales.
Para los colombianos, así como para Estados Unidos y la Unión Europa, las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) son una organización terrorista, pese a que otros países latinoamericanos no clasifican el grupo de esa forma.
Por la mañana, también causó agitación en los corredores de la OEA una supuesta foto del ministro de Seguridad Interna y Externa de Ecuador, Gustavo Larrea, publicada por el diario colomibano "El Tiempo," junto al guerrillero Raúl Reyes, el número dos de las FARC muerto en el ataque aéreo de Colombia.
Pero más tarde Quito esclareció que no se trataba de Larrea, sino del secretario general del partido Comunista argentino, Patricio Echegaray. El diario se corrigió.
Colombia ha insistido en que las computadoras de Reyes, incautadas después del bombardeo, muestran vínculos entre las FARC y el Gobierno ecuatoriano, y también entre la guerrilla y el presidente venezolano, Hugo Chávez. Ambas informaciones fueron categóricamente rechazadas por los países mencionados.
(Reporte de Adriana Garcia; editado por Hernán García)
Venezuela obtuvo una contundente victoria
LONDRES (AFP) - Venezuela obtuvo una contundente victoria en su litigio contra el gigante estadounidense ExxonMobil ante el Tribunal de Inglaterra y Gales, que decidió este martes revocar el congelamiento de 12.000 millones de dólares de activos externos de la petrolera venezolana PDVSA.
"He decidido que la orden judicial" de congelamiento mundial de fondos, dictada el 24 de enero contra PDVSA, a petición de ExxonMobil, "debe ser revocada", declaró al tribunal el juez Paul Walker, encargado del caso. La suspensión de esa orden tiene efecto inmediato, decidió el juez al término de la audiencia sobre este caso, que empezó el 28 de febrero en el Alto Tribunal de Inglaterra y Gales, con sede en Londres.
"Este es el principio del fin de la campaña de acoso de ExxonMobil contra PDVSA y Venezuela", declaró a la AFP el embajador venezolano en Londres, Samuel Moncada, que se dijo "muy complacido" con el veredicto del juez. La victoria de Venezuela es tanto más contundente por el hecho de que ExxonMobil, la mayor empresa petrolera de mundo, no va a apelar el veredicto, indicó uno de los abogados de PDVSA, Gordon Pollock. "La corte de Inglaterra y Gales ha rechazado ser utilizada como instrumento de Exxon contra Venezuela", destacó el embajador venezolano.
El tribunal londinense había ordenado el 24 de enero la congelación de 12.000 millones de dólares de PDVSA para "garantizar" el pago de una compensación financiera a ExxonMobil, tras la nacionalización decretada por el gobierno del presidente Hugo Chávez en la Faja Petrolífera del Orinoco. Venezuela, que es el mayor productor de crudo latinoamericano y el cuarto proveedor de crudo y derivados a Estados Unidos, exigió el control de al menos el 60% del capital de las sociedades encargadas de explotarlos.
ExxonMobil no aceptó seguir presente en la explotación de petróleo extrapesado del yacimiento como socio minoritario de PDVSA, y reclamó un arbitraje, demandando paralelamente a tribunales en el Reino Unido, Holanda y las Antillas Holandesas la congelación de activos de PDVSA para garantizar una compensación si ganaba el arbitraje contra Caracas.
"La sentencia del juez es una buena noticia no sólo para Venezuela sino también para los países pequeños que manejan recursos naturales, ya que la corte dio razón a Venezuela, al reconocer su soberanía sobre sus propios recursos", afirmó Moncada. "Además la decisión de la corte inglesa, que rechazó el abuso de medios legales para resolver asuntos comerciales, debe ser una lección para todos", señaló el diplomático venezolano, subrayando que el veredicto significaba "una derrota de las tácticas de terrorismo judicial utilizadas por ExxonMobil".
Los abogados de PDVSA, que reclamaron durante la audiencia que el Reino Unido no tenía jurisdicción para dictar una medida de congelación de activos contra una compañía extranjera cuando no está relacionada en nada con las partes involucradas con este caso, expresaron su satisfacción con el fallo.
"La decisión del juez en este caso va a sentar precedentes legales", destacó Pollock, que durante la audiencia argumentó además que el litigio entre PDVSA y la petrolera estadounidense está además en proceso de arbitraje ante un tribunal de Nueva York, por lo que el tribunal inglés estaría abusando de sus poderes al mantener la orden de congelamiento de fondos contra una de las partes.
"Sin comentarios", declaró por su parte la abogada de Exxonmobil, Catharine Otton-Goulder, que había alegado que la orden judicial congelando los activos de PDVSA era necesaria para garantizar una compensación financiera por la nacionalización de sus yacimientos en la Faja del Orinoco. La medida cautelar de congelamiento de activos sólo se ha hecho efectiva en un banco de Nueva York, que bloqueó una cuenta de 315 millones de dólares de una filial de PDVSA, a petición de ExxonMobil.
"He decidido que la orden judicial" de congelamiento mundial de fondos, dictada el 24 de enero contra PDVSA, a petición de ExxonMobil, "debe ser revocada", declaró al tribunal el juez Paul Walker, encargado del caso. La suspensión de esa orden tiene efecto inmediato, decidió el juez al término de la audiencia sobre este caso, que empezó el 28 de febrero en el Alto Tribunal de Inglaterra y Gales, con sede en Londres.
"Este es el principio del fin de la campaña de acoso de ExxonMobil contra PDVSA y Venezuela", declaró a la AFP el embajador venezolano en Londres, Samuel Moncada, que se dijo "muy complacido" con el veredicto del juez. La victoria de Venezuela es tanto más contundente por el hecho de que ExxonMobil, la mayor empresa petrolera de mundo, no va a apelar el veredicto, indicó uno de los abogados de PDVSA, Gordon Pollock. "La corte de Inglaterra y Gales ha rechazado ser utilizada como instrumento de Exxon contra Venezuela", destacó el embajador venezolano.
El tribunal londinense había ordenado el 24 de enero la congelación de 12.000 millones de dólares de PDVSA para "garantizar" el pago de una compensación financiera a ExxonMobil, tras la nacionalización decretada por el gobierno del presidente Hugo Chávez en la Faja Petrolífera del Orinoco. Venezuela, que es el mayor productor de crudo latinoamericano y el cuarto proveedor de crudo y derivados a Estados Unidos, exigió el control de al menos el 60% del capital de las sociedades encargadas de explotarlos.
ExxonMobil no aceptó seguir presente en la explotación de petróleo extrapesado del yacimiento como socio minoritario de PDVSA, y reclamó un arbitraje, demandando paralelamente a tribunales en el Reino Unido, Holanda y las Antillas Holandesas la congelación de activos de PDVSA para garantizar una compensación si ganaba el arbitraje contra Caracas.
"La sentencia del juez es una buena noticia no sólo para Venezuela sino también para los países pequeños que manejan recursos naturales, ya que la corte dio razón a Venezuela, al reconocer su soberanía sobre sus propios recursos", afirmó Moncada. "Además la decisión de la corte inglesa, que rechazó el abuso de medios legales para resolver asuntos comerciales, debe ser una lección para todos", señaló el diplomático venezolano, subrayando que el veredicto significaba "una derrota de las tácticas de terrorismo judicial utilizadas por ExxonMobil".
Los abogados de PDVSA, que reclamaron durante la audiencia que el Reino Unido no tenía jurisdicción para dictar una medida de congelación de activos contra una compañía extranjera cuando no está relacionada en nada con las partes involucradas con este caso, expresaron su satisfacción con el fallo.
"La decisión del juez en este caso va a sentar precedentes legales", destacó Pollock, que durante la audiencia argumentó además que el litigio entre PDVSA y la petrolera estadounidense está además en proceso de arbitraje ante un tribunal de Nueva York, por lo que el tribunal inglés estaría abusando de sus poderes al mantener la orden de congelamiento de fondos contra una de las partes.
"Sin comentarios", declaró por su parte la abogada de Exxonmobil, Catharine Otton-Goulder, que había alegado que la orden judicial congelando los activos de PDVSA era necesaria para garantizar una compensación financiera por la nacionalización de sus yacimientos en la Faja del Orinoco. La medida cautelar de congelamiento de activos sólo se ha hecho efectiva en un banco de Nueva York, que bloqueó una cuenta de 315 millones de dólares de una filial de PDVSA, a petición de ExxonMobil.
Poder estudiantil
Poder estudiantil
March 17, 2008 4:33 a.m.
Por Mary Anastasia O'Grady
A la tierna edad de 23 años, Yon Goicoechea podría ser, en esto las opiniones varían, la peor pesadilla del presidente venezolano Hugo Chávez.
Goicoechea es el secretario general el saliente del movimiento estudiantil en Venezuela. Bajo su liderazgo, cientos de miles de jóvenes se han unido para confrontar el poder sin restricciones del mandatario. Es la primera vez en una década de mandato de Chávez que una fuerza contraria, legítima ante los ojos de la sociedad, ha podido retar exitosamente la autoridad presidencial.
El primer golpe maestro de los universitarios se produjo el segundo trimestre del año pasado,
cuando lanzaron protestas en contra de la decisión gubernamental de cancelar la licencia de un canal de televisión. La licencia no fue restituida pero el grupo se fortaleció. En junio, empezaron seis meses de demostraciones, una de ellas con unas 200.000 personas, para generar oposición al referéndum de una enmienda constitucional que le habría dado a Chávez poderes dictatoriales. Cuando Chávez perdió en el referéndum, muchos observadores lo atribuyeron a esas marchas y a la vigilancia estudiantil en las urnas, lo que redujo el fraude.
En una entrevista conmigo en Washington la semana pasada, Goicoechea se sentó en un sofá en sus blue jeans y una camisa arrugada, e insistió en que los cambiantes vientos políticos tienen poco que ver con él. "Hemos generado una consciencia en la juventud que no depende de mí. Podría estar muerto o viviendo en otro país y eso se mantendría. Ya ganamos el futuro".
La revelación hace dos semanas de que Chávez colabora con el grupo terrorista colombiano conocido como las FARC, le dio escalofríos a los demócratas en todo el hemisferio. Sin embargo, Chávez se mantendrá en el poder hasta que los propios venezolanos decidan que se tiene que ir. Eso probablemente no ocurrirá sino hasta que el electorado tenga una opción que no sea un regreso al sistema corrupto que imperaba antes de que Chávez tomara el poder. Esta es la razón por la que Goicoechea, modestia aparte, atrae tanta atención de sus compatriotas.
Chávez ganó las presidenciales en 1998 debido en gran medida a que los venezolanos estaban hartos de la clase política y económica gobernante. Durante 40 años de una llamada democracia, los partidos tradicionales habían manipulado la ley para garantizar sus privilegios y vaciar las arcas del Estado. Cuando los votantes apostaron por Chávez, pareció más un rechazo del status quo, que la aceptación de las ideas del recién llegado.
Nadie entiende mejor esta realidad que Goicoechea, quien concuerda en que el país necesita una nueva dirección. "Los chavistas no se equivocan al quejarse de exclusión", me dijo. "Negar que estos problemas existen es negar que hay un presidente Chávez y negar que es un producto de lo que había antes de él".
Esto puede parecer obvio, pero hasta ahora no han sido las palabras de la mayoría de la oposición venezolana. En su lugar, el debate político ha sido mayormente sobre el poder. Goicoechea tiene una postura diferente, haciendo hincapié en la reconciliación. Habla sobre la necesidad de entender las quejas de quienes están fuera del sistema político y buscar un terreno común que permita encontrar soluciones. El líder estudiantil dice que dos ideales mantienen unido al movimiento: libertad y democracia, ambos de los cuales, agrega, han estado ausentes en Venezuela durante mucho tiempo. "Populismo no es democracia", dice.
Le pregunté si quería restaurar las instituciones del país. "No, queremos construir instituciones. Decir que estamos restaurando instituciones, sería decir que teníamos una democracia antes de la llegada de Chávez, y no lo creo. Quizá teníamos una Corte Suprema independiente, pero los pobres no tenían acceso", señala.
Goicoechea ve el actual estado de las cosas como la continuación del pasado con actores diferentes. "Chávez dice que su gobierno sirve a las clases de menores ingresos, pero la realidad es que el sistema sigue sirviendo sólo a las clases media y alta". Eso hace eco en el pueblo.
Asegurar el acceso a las instituciones legales para que todos los venezolanos tengan garantizada la protección del Estado es, para Goicoechea, el camino a la "justicia social". Como ejemplo, cita a Petare, un barrio muy pobre de Caracas. "La protección de los derechos de propiedad privada no existe ahí", dice. "Nadie posee su propia tierra, a pesar de que las leyes dicen que uno se gana ese derecho en caso de vivir allí cierto número de años. Vamos a tener una verdadera revolución cuando tengamos instituciones liberales fuertes que defiendan los derechos del pueblo".
Quizá sea un signo de la efectividad de Goicoechea que haya recibido "todo tipo de amenazas" contra su persona y su familia. El año pasado él y un grupo de estudiantes fueron el blanco de una pequeña explosión dispuesta en un foro público. Un asistente al mismo evento que estaba en desacuerdo con sus ideas, se puso detrás de él y cuando volteó le pegó en la nariz. "No es importante que me rompieran la nariz", dice, pero el incidente resalta el problema de la intolerancia. Agrega que el ser tan conocido lo protege, pero la gente ordinaria no disfruta esa protección. Para ellos, la violencia y la intimidación significan que no puede expresarse.
Este es el motivo de que el movimiento estudiantil sea tan importante. No pretende proveer una alternativa política, pero su masa crítica y organización le dan voz a muchos que han temido expresar desacuerdos con el chavismo. Esto es un paso adelante importante hacia lo que muchos jóvenes venezolanos esperan algún día sea una sociedad libre.
Entonces, ¿qué sigue en la agenda estudiantil? Un tema que enarbolarán este año es la regla gubernamental que descalifica a 400 venezolanos, adversarios del chavismo, para postularse en las elecciones de noviembre. Esto, apunta Goicoechea, es una violación de los derechos políticos de todos los venezolanos. Él insiste que los estudiantes no están tratando de derrocar al presidente y que ellos respetan la presidencia. "Pero el presidente de Venezuela no es más que yo. Él debe respetar que nosotros también somos ciudadanos".
March 17, 2008 4:33 a.m.
Por Mary Anastasia O'Grady
A la tierna edad de 23 años, Yon Goicoechea podría ser, en esto las opiniones varían, la peor pesadilla del presidente venezolano Hugo Chávez.
Goicoechea es el secretario general el saliente del movimiento estudiantil en Venezuela. Bajo su liderazgo, cientos de miles de jóvenes se han unido para confrontar el poder sin restricciones del mandatario. Es la primera vez en una década de mandato de Chávez que una fuerza contraria, legítima ante los ojos de la sociedad, ha podido retar exitosamente la autoridad presidencial.
El primer golpe maestro de los universitarios se produjo el segundo trimestre del año pasado,
cuando lanzaron protestas en contra de la decisión gubernamental de cancelar la licencia de un canal de televisión. La licencia no fue restituida pero el grupo se fortaleció. En junio, empezaron seis meses de demostraciones, una de ellas con unas 200.000 personas, para generar oposición al referéndum de una enmienda constitucional que le habría dado a Chávez poderes dictatoriales. Cuando Chávez perdió en el referéndum, muchos observadores lo atribuyeron a esas marchas y a la vigilancia estudiantil en las urnas, lo que redujo el fraude.
En una entrevista conmigo en Washington la semana pasada, Goicoechea se sentó en un sofá en sus blue jeans y una camisa arrugada, e insistió en que los cambiantes vientos políticos tienen poco que ver con él. "Hemos generado una consciencia en la juventud que no depende de mí. Podría estar muerto o viviendo en otro país y eso se mantendría. Ya ganamos el futuro".
La revelación hace dos semanas de que Chávez colabora con el grupo terrorista colombiano conocido como las FARC, le dio escalofríos a los demócratas en todo el hemisferio. Sin embargo, Chávez se mantendrá en el poder hasta que los propios venezolanos decidan que se tiene que ir. Eso probablemente no ocurrirá sino hasta que el electorado tenga una opción que no sea un regreso al sistema corrupto que imperaba antes de que Chávez tomara el poder. Esta es la razón por la que Goicoechea, modestia aparte, atrae tanta atención de sus compatriotas.
Chávez ganó las presidenciales en 1998 debido en gran medida a que los venezolanos estaban hartos de la clase política y económica gobernante. Durante 40 años de una llamada democracia, los partidos tradicionales habían manipulado la ley para garantizar sus privilegios y vaciar las arcas del Estado. Cuando los votantes apostaron por Chávez, pareció más un rechazo del status quo, que la aceptación de las ideas del recién llegado.
Nadie entiende mejor esta realidad que Goicoechea, quien concuerda en que el país necesita una nueva dirección. "Los chavistas no se equivocan al quejarse de exclusión", me dijo. "Negar que estos problemas existen es negar que hay un presidente Chávez y negar que es un producto de lo que había antes de él".
Esto puede parecer obvio, pero hasta ahora no han sido las palabras de la mayoría de la oposición venezolana. En su lugar, el debate político ha sido mayormente sobre el poder. Goicoechea tiene una postura diferente, haciendo hincapié en la reconciliación. Habla sobre la necesidad de entender las quejas de quienes están fuera del sistema político y buscar un terreno común que permita encontrar soluciones. El líder estudiantil dice que dos ideales mantienen unido al movimiento: libertad y democracia, ambos de los cuales, agrega, han estado ausentes en Venezuela durante mucho tiempo. "Populismo no es democracia", dice.
Le pregunté si quería restaurar las instituciones del país. "No, queremos construir instituciones. Decir que estamos restaurando instituciones, sería decir que teníamos una democracia antes de la llegada de Chávez, y no lo creo. Quizá teníamos una Corte Suprema independiente, pero los pobres no tenían acceso", señala.
Goicoechea ve el actual estado de las cosas como la continuación del pasado con actores diferentes. "Chávez dice que su gobierno sirve a las clases de menores ingresos, pero la realidad es que el sistema sigue sirviendo sólo a las clases media y alta". Eso hace eco en el pueblo.
Asegurar el acceso a las instituciones legales para que todos los venezolanos tengan garantizada la protección del Estado es, para Goicoechea, el camino a la "justicia social". Como ejemplo, cita a Petare, un barrio muy pobre de Caracas. "La protección de los derechos de propiedad privada no existe ahí", dice. "Nadie posee su propia tierra, a pesar de que las leyes dicen que uno se gana ese derecho en caso de vivir allí cierto número de años. Vamos a tener una verdadera revolución cuando tengamos instituciones liberales fuertes que defiendan los derechos del pueblo".
Quizá sea un signo de la efectividad de Goicoechea que haya recibido "todo tipo de amenazas" contra su persona y su familia. El año pasado él y un grupo de estudiantes fueron el blanco de una pequeña explosión dispuesta en un foro público. Un asistente al mismo evento que estaba en desacuerdo con sus ideas, se puso detrás de él y cuando volteó le pegó en la nariz. "No es importante que me rompieran la nariz", dice, pero el incidente resalta el problema de la intolerancia. Agrega que el ser tan conocido lo protege, pero la gente ordinaria no disfruta esa protección. Para ellos, la violencia y la intimidación significan que no puede expresarse.
Este es el motivo de que el movimiento estudiantil sea tan importante. No pretende proveer una alternativa política, pero su masa crítica y organización le dan voz a muchos que han temido expresar desacuerdos con el chavismo. Esto es un paso adelante importante hacia lo que muchos jóvenes venezolanos esperan algún día sea una sociedad libre.
Entonces, ¿qué sigue en la agenda estudiantil? Un tema que enarbolarán este año es la regla gubernamental que descalifica a 400 venezolanos, adversarios del chavismo, para postularse en las elecciones de noviembre. Esto, apunta Goicoechea, es una violación de los derechos políticos de todos los venezolanos. Él insiste que los estudiantes no están tratando de derrocar al presidente y que ellos respetan la presidencia. "Pero el presidente de Venezuela no es más que yo. Él debe respetar que nosotros también somos ciudadanos".
lunes, marzo 17, 2008
La opinión de Michael Boyle
The 9/11 attacks made the war on terror the central plank of American grand strategy. Yet despite its importance in shaping US policy choices, there has been considerable confusion over how the war on terror relates to foreign policy goals.
This article attempts to locate the war on terror within American grand strategy and makes three claims. First, it argues that the Bush administration's approach to the war on terror rests on a false analogy between terrorism and fascism or communism. This has led to misinterpretations of the goals of the war on terror and to a persistent misuse of American power.
Second, it suggests that the central purpose of the war on terror should be to de-legitimize terror as a tactic and to induce states to assume responsibility for controlling terrorists within their borders. American grand strategy should be focused on creating a normative anti-terror regime with costly commitments by linchpin states—defined as great powers and crucial but endangered allies such as Pakistan and Saudi Arabia—rather than on conducting regime change against rogue states on the margins of the international system.
Success in the war on terror should be measured not by the perceived legitimacy of discrete US policy choices, but by the number of these crucial states who accept the de-legitimation of terrorism as a core foreign policy principle and act accordingly. Third, it argues that bilateral enforcement of an anti-terror regime imposes high costs for US power and puts other elements of American grand strategy— including the promotion of democracy and the promotion of human rights—at risk.
To reduce these costs and to preserve American power over the long-term, the US should attempt to institutionalize cooperation in the war on terror and to scale back ambitious policy choices (such as achieving a democratic revolution in the Middle East) which increase the risks of state defection from the anti-terror regime.
(fuente:HACER CLICK AQUI
This article attempts to locate the war on terror within American grand strategy and makes three claims. First, it argues that the Bush administration's approach to the war on terror rests on a false analogy between terrorism and fascism or communism. This has led to misinterpretations of the goals of the war on terror and to a persistent misuse of American power.
Second, it suggests that the central purpose of the war on terror should be to de-legitimize terror as a tactic and to induce states to assume responsibility for controlling terrorists within their borders. American grand strategy should be focused on creating a normative anti-terror regime with costly commitments by linchpin states—defined as great powers and crucial but endangered allies such as Pakistan and Saudi Arabia—rather than on conducting regime change against rogue states on the margins of the international system.
Success in the war on terror should be measured not by the perceived legitimacy of discrete US policy choices, but by the number of these crucial states who accept the de-legitimation of terrorism as a core foreign policy principle and act accordingly. Third, it argues that bilateral enforcement of an anti-terror regime imposes high costs for US power and puts other elements of American grand strategy— including the promotion of democracy and the promotion of human rights—at risk.
To reduce these costs and to preserve American power over the long-term, the US should attempt to institutionalize cooperation in the war on terror and to scale back ambitious policy choices (such as achieving a democratic revolution in the Middle East) which increase the risks of state defection from the anti-terror regime.
(fuente:
domingo, marzo 16, 2008
Nace en la ISLA de MARGARITA (Vnenezuela) otra posada
La posada se llama MAR Y ARENA y su especialidad es la comida Gourmet. Aunque tiene apenas 4 habitaciones, la idea de sus dueños Leticia Graso y Familia es ampliarla para asegurar la estadía de más huéspedes. La Posada se ubica en lo que se denomina LA SABANA DE GUACUCO y allí existe una de los mejores playas de la Isla La Playa de Guacuco Entoncés hagan click en el enlace de arriba para ver lo que nos oferta este nuevo alojamiento turístico.
Concierto por la Paz (en la frontera colombo-venezolana)a)
El 16 se llevó a acabo un gran concierto musical por la Paz entre tres países hermanos: Colombia, Ecuador y Venezuela. Vinieron a cantar Carlos Vives, Juanes, Miguel Bosé , Juan Luis Guerra, Ricardo Montaner, Alejandro Sanz y Juan Fernando Velasco. A este espectacular concierto asistieron 180 mil jóvenes del Edo. Táchira (Venezuela) , de Cúcuta (Colombia) y también personas que han venido de otros puntos del Ecuador, Colombia y Venezuela para llegar al Puente fronterizo Simón Bolívar, la prensa está cubriendo todos los detalles del espectáculo.
By Kenneth Rijock
Venezuela is attempting to sabotage Colombia's Free Trade Agreement with the United States
16 March 2008
Apparently, Venezuela's support of the FARC has taken now on an international aspect. The Government of Venezuela is reportedly working through American intermediaries to make illegal political contributions to the Democratic Party of the United States, the object being to financially support a negative Congressional vote on the Free Trade Agreement. A US rejection of the FTA would send a message to the Colombian people that it doesn't pay to be a friend of the United States, and play right into the hands of the FARC, now presently believed to be on the run from the Colombian Ejercito (Army), demoralised, and suffering a large number of desertions. If you wanted additional evidence of the incestuous relationship between President Chavez and his mentors, the terrorist FARC, here it is, readers.
These payments will be cleverly laundered through experienced straw-men, all American citizens; Political action committees may also be utilised funnel the cash in, to support those Members of Congress who are openly hostile to America adopting a free Trade Agreement with Colombia, due to their perception that there is insufficient action against human rights violators, The idea is that the recipients will have no idea who the true donor is, believing them to be wealthy US citizens acting through their counsel.
Those American professionals being well paid by the Venezuelan government to act as stand-ins for the political contributions might like to know the following: the US Attorney could charge you with violations of the Money Laundering Control Act of 1986, a 20-year felony. You probably also are violating the law against being an unregistered agent of a foreign power, (just like Carlos Kauffmann et al). There may also be national security issues, but we'll leave those arguments to the prosecutors.
World-Check is, and always will be, apolitical; Our adversaries are the financial criminals of the world. Our interest in this sordid matter is solely to warn those of our readers who are compliance officers at US banks, and who handle accounts for political parties to be alert for funds that might have originated at US branches, agencies or representative offices of foreign banks when examining incoming substantial wire transfers. Whilst we do not believe that these individuals would be so careless so as to move funds in this way, arrogance sometimes breeds negligence. Please make sure you are not the director of compliance at the bank later named as the conduit for illegal political contributions.
Venezuela is attempting to sabotage Colombia's Free Trade Agreement with the United States
16 March 2008
Apparently, Venezuela's support of the FARC has taken now on an international aspect. The Government of Venezuela is reportedly working through American intermediaries to make illegal political contributions to the Democratic Party of the United States, the object being to financially support a negative Congressional vote on the Free Trade Agreement. A US rejection of the FTA would send a message to the Colombian people that it doesn't pay to be a friend of the United States, and play right into the hands of the FARC, now presently believed to be on the run from the Colombian Ejercito (Army), demoralised, and suffering a large number of desertions. If you wanted additional evidence of the incestuous relationship between President Chavez and his mentors, the terrorist FARC, here it is, readers.
These payments will be cleverly laundered through experienced straw-men, all American citizens; Political action committees may also be utilised funnel the cash in, to support those Members of Congress who are openly hostile to America adopting a free Trade Agreement with Colombia, due to their perception that there is insufficient action against human rights violators, The idea is that the recipients will have no idea who the true donor is, believing them to be wealthy US citizens acting through their counsel.
Those American professionals being well paid by the Venezuelan government to act as stand-ins for the political contributions might like to know the following: the US Attorney could charge you with violations of the Money Laundering Control Act of 1986, a 20-year felony. You probably also are violating the law against being an unregistered agent of a foreign power, (just like Carlos Kauffmann et al). There may also be national security issues, but we'll leave those arguments to the prosecutors.
World-Check is, and always will be, apolitical; Our adversaries are the financial criminals of the world. Our interest in this sordid matter is solely to warn those of our readers who are compliance officers at US banks, and who handle accounts for political parties to be alert for funds that might have originated at US branches, agencies or representative offices of foreign banks when examining incoming substantial wire transfers. Whilst we do not believe that these individuals would be so careless so as to move funds in this way, arrogance sometimes breeds negligence. Please make sure you are not the director of compliance at the bank later named as the conduit for illegal political contributions.
sábado, marzo 15, 2008
G20 Nations...
MAKUHARI: Former British prime minister Tony Blair urged the world's top greenhouse gas emitters on Saturday to launch a revolution to fight climate change and said he'll work to sell a new global framework to slash carbon emissions.
Blair told a gathering of G20 nations, ranging from top carbon emitter the United States to Indonesia and South Africa, that the call to action was clear and urgent and believed part of the solution was a renaissance for nuclear power.
"We have reached the critical moment of decision on climate change. There are few, if any, genuine doubters left," Blair told G20 energy and environment ministers in Chiba, near Tokyo.
"If the average person in the United States is say, to emit per capita, one tenth of what they do today and those in Britain or Japan one fifth, we're not talking of adjustment, we're talking about a revolution," he told delegates.
The average American emits the equivalent of about 24 tons of carbon dioxide a year. In China the figure is about four tons.
The talks in Chiba are billed as a dialogue, not a negotiation, and ministers are meeting to discuss ways to curb carbon emissions, technology transfer, funding schemes for developing nations to pay for clean energy as well as adaptation.
Ministers at the talks were being ferried around in fuel-cell powered cars, and supporting staff were served traditional "bento" lunches with reusable boxes and chopsticks, instead of the more common throw-away versions.
At the end of the first session on technology, one delegate said South Africa, Indonesia, India and Brazil rejected the label of being major emitters, as defined by a separate forum created by the Bush administration.
They said 'we may be major economies but we are not major emitters if you look at per-capita figures'," said the delegate, adding there was also division between developing nations and Japan's push for sectoral emissions targets for industry.
Near the talk's venue, a small group of protesters staged a mock play criticizing Japan's focus on sectoral targets, saying the G20 should not accept Tokyo's proposal to curb emissions from polluting industries, such as steelmakers.
Britain said on Friday that sectoral targets were no solution because they were hard to monitor and it was unclear if they would be mandatory or voluntary.
"There is a growing rough consensus that this is an effective approach," Japanese Trade Minister Akira Amari told reporters. "But there were opinions that some aspects were not clear."
Blair said UN-led talks launched in Bali last December were the right forum to work on a replacement for the Kyoto Protocol by the end of 2009 that binds all nations to cut greenhouse gas emissions.
But he said a new initiative was needed to inform and advise the UN-led talks and he would lead the work politically.
He said the Climate Group, a non-profit body backed by industry and government, would assemble a group of experts to try to sketch out what a global deal would look like.
"We will publish a report in June before Japan's G8 summit and then carry on the work so that we can feed a final report into the G8 and UN negotiations next year," he said.
About 190 nations in Bali agreed to find a replacement for Kyoto by the end of 2009 when they gather for a UN meeting in the Danish capital Copenhagen.
Blair said the report would focus on the effectiveness of carbon cap-and-trade systems, global sectoral deals in polluting industries, generation of funds for research and development, technology transfer and deforestation, among other issues.
"Personally, I see no way of tackling climate change without a renaissance of nuclear power. There will have to be a completely different attitude to the sharing of technology and to the patent framework that allows it," he added.
Blair told a gathering of G20 nations, ranging from top carbon emitter the United States to Indonesia and South Africa, that the call to action was clear and urgent and believed part of the solution was a renaissance for nuclear power.
"We have reached the critical moment of decision on climate change. There are few, if any, genuine doubters left," Blair told G20 energy and environment ministers in Chiba, near Tokyo.
"If the average person in the United States is say, to emit per capita, one tenth of what they do today and those in Britain or Japan one fifth, we're not talking of adjustment, we're talking about a revolution," he told delegates.
The average American emits the equivalent of about 24 tons of carbon dioxide a year. In China the figure is about four tons.
The talks in Chiba are billed as a dialogue, not a negotiation, and ministers are meeting to discuss ways to curb carbon emissions, technology transfer, funding schemes for developing nations to pay for clean energy as well as adaptation.
Ministers at the talks were being ferried around in fuel-cell powered cars, and supporting staff were served traditional "bento" lunches with reusable boxes and chopsticks, instead of the more common throw-away versions.
At the end of the first session on technology, one delegate said South Africa, Indonesia, India and Brazil rejected the label of being major emitters, as defined by a separate forum created by the Bush administration.
They said 'we may be major economies but we are not major emitters if you look at per-capita figures'," said the delegate, adding there was also division between developing nations and Japan's push for sectoral emissions targets for industry.
Near the talk's venue, a small group of protesters staged a mock play criticizing Japan's focus on sectoral targets, saying the G20 should not accept Tokyo's proposal to curb emissions from polluting industries, such as steelmakers.
Britain said on Friday that sectoral targets were no solution because they were hard to monitor and it was unclear if they would be mandatory or voluntary.
"There is a growing rough consensus that this is an effective approach," Japanese Trade Minister Akira Amari told reporters. "But there were opinions that some aspects were not clear."
Blair said UN-led talks launched in Bali last December were the right forum to work on a replacement for the Kyoto Protocol by the end of 2009 that binds all nations to cut greenhouse gas emissions.
But he said a new initiative was needed to inform and advise the UN-led talks and he would lead the work politically.
He said the Climate Group, a non-profit body backed by industry and government, would assemble a group of experts to try to sketch out what a global deal would look like.
"We will publish a report in June before Japan's G8 summit and then carry on the work so that we can feed a final report into the G8 and UN negotiations next year," he said.
About 190 nations in Bali agreed to find a replacement for Kyoto by the end of 2009 when they gather for a UN meeting in the Danish capital Copenhagen.
Blair said the report would focus on the effectiveness of carbon cap-and-trade systems, global sectoral deals in polluting industries, generation of funds for research and development, technology transfer and deforestation, among other issues.
"Personally, I see no way of tackling climate change without a renaissance of nuclear power. There will have to be a completely different attitude to the sharing of technology and to the patent framework that allows it," he added.
The Times of INDIA
NEW DELHI: Advanced developing countries like India can take the lead in addressing climate change, the high priest of environmental activism and Nobel laureate Al Gore said on Saturday.
Hinting that his message may not necessarily echo that of the Indian government, he said, "The correct response to the climate crisis is not a comparison between some level of pollution that has been achieved by other countries a long time ago with dirty technologies but rather what can be achieved in the 21st century with efficient technologies."
The Indian standpoint has been that countries like the US, which continue to pollute the planet at levels 20 times higher than India, should act first before pushing developing nations to take action. However, Gore said, "India is highly vulnerable to the climate change crisis. In league with other nations, India can help be a part of the solution."
But the consummate politician was careful to avoid being wrong-footed. "People in developing nations have a right to aspire to a higher standard of living... right to set up whatever goals they think are appropriate. In any case, the correct comparison is between the future we want and the future we shall have unless we take the right path."
India leads in information technology and other fields and can do so in renewable energy and other clean tech as well, he pointed out.
On a two-day trip, Gore is keen to set up a base in India. The man who contentiously lost the US presidential election but captured a global audience with his documentary 'An Inconvenient Truth', launched the Indian chapter of his NGO 'Climate Project' along with TERI and JSW Foundation.
Hinting that his message may not necessarily echo that of the Indian government, he said, "The correct response to the climate crisis is not a comparison between some level of pollution that has been achieved by other countries a long time ago with dirty technologies but rather what can be achieved in the 21st century with efficient technologies."
The Indian standpoint has been that countries like the US, which continue to pollute the planet at levels 20 times higher than India, should act first before pushing developing nations to take action. However, Gore said, "India is highly vulnerable to the climate change crisis. In league with other nations, India can help be a part of the solution."
But the consummate politician was careful to avoid being wrong-footed. "People in developing nations have a right to aspire to a higher standard of living... right to set up whatever goals they think are appropriate. In any case, the correct comparison is between the future we want and the future we shall have unless we take the right path."
India leads in information technology and other fields and can do so in renewable energy and other clean tech as well, he pointed out.
On a two-day trip, Gore is keen to set up a base in India. The man who contentiously lost the US presidential election but captured a global audience with his documentary 'An Inconvenient Truth', launched the Indian chapter of his NGO 'Climate Project' along with TERI and JSW Foundation.
Lo que dicen las malas lenguas (será verdad ? )
De acuerdo a información recibida de fuente muy confiable, después de pagar 500 millones de Dólares, LA FARC entregó a los TRES REHENES, ellos están en FUERTE TIUNA esperando el mejor momento mediático para ser liberados.
A INGRID BETANCOURT la liberarán después de mejorar su apariencia física, está en ELORZA PUEBLO FRONTERIZO EN LA HACIENDA RANCHO GRANDE PROPIEDAD DE GERMAN BRICEÑO SUAREZ (ALIAS GRAN-NOBLES) protegida por la Guardia Nacional por ordenes de Hugo Chávez, y es vox populi en esos lados, y forma parte del rescate cancelado por Hugo Chávez a las FARC a través de Piedad Córdova.
De acuerdo a la fuente existe el comentario general que fueron muchos los MALETINAZOS pagados A LA FARC para liberar a los secuestrados y así hacer ver a HUGO CHAVEZ como el HÉROE de semejante acción, cuando la verdad es solo
UNA OPERACIÓN DE COMPRA VENTA.
A INGRID BETANCOURT la liberarán después de mejorar su apariencia física, está en ELORZA PUEBLO FRONTERIZO EN LA HACIENDA RANCHO GRANDE PROPIEDAD DE GERMAN BRICEÑO SUAREZ (ALIAS GRAN-NOBLES) protegida por la Guardia Nacional por ordenes de Hugo Chávez, y es vox populi en esos lados, y forma parte del rescate cancelado por Hugo Chávez a las FARC a través de Piedad Córdova.
De acuerdo a la fuente existe el comentario general que fueron muchos los MALETINAZOS pagados A LA FARC para liberar a los secuestrados y así hacer ver a HUGO CHAVEZ como el HÉROE de semejante acción, cuando la verdad es solo
UNA OPERACIÓN DE COMPRA VENTA.
Entrevista curiosa...
Una entrevista del Diario La Vanguardia a Sou Trevor Paglen
(Nota previa: Sou Trevor Paglen tiene 33 años y nació en Washington, D.C, pero vivió en Berkeley (California). Es doctor en geografía, pero hoy se ocupa de conocer el trabajo de la CIA e investigarlo. Es entrevistado por el diario La Vanguardia de España).
Señor su Hobby es muy extraño, nos puede comentar: ¿ qué es lo que hace realmente?
Yo escribo sobre los secretos de la CIA. He utilizado las imágenes satelitales del mismo gobierno para conocer las prisiones en USA e instalaciones militares clandestinas.
¿Entonces Ud. Se especializó en esas instalaciones clandestinas ?
Si realmente es una investigación que yo realizo con el periodista de San Francisco Weekly A.C. Thompson y hemos descubierto que no sólo existe la prisión de Guantánamo en territorio cubano, sino otras en Siria, Rumania, Polonia, Tailandia, Egipto y Marruecos. En los últimos 6 años la CIA puso prisioneros a 100 personas en esos lugares.
¿Pero usted ha entrevistado a los secuestrados ?
Si…por ejemplo hemos conocido los testimonios de Mohamed Binyan en Guantánamo el cual ha sido torturado.
Pero las declaraciones de torturas no son válidas en un juramento.
No obstante una de las leyes aprobadas en USA recientemente permite a los tribunales militares utilizar como pruebas las evidencias de torturas.
Pero: ¿ cómo es que usted puede tener acceso a esas informaciones ?
Investigando los planes de vuelo de los aviones. La CIA no es una institución militar sino civil que incluso crea empresas falsas para implantar sus programas secretos. Y tiene que saber esquivar todos los asuntos legales para aparentar ser una empresa sin problemas. Y como sus papeles son públicos los puedo conocer.
¿Este asunto a cambiado con el Partido Demócrata ?
Ha continuado de una administración a otra. Incluso, realmente el programa comenzó con la Administración de Clinton, como programa de Estado.
Usted me ha dicho que consiguió fotos de la prisión de SALT Pit en Afganistán, ¿cómo fue eso ?
Fue allí donde estuvo como prisionero el alemán Khalid el Masri, un caso de tortura que fue público y un hombre nos dijo que el avión había aterrizado en una pista improvisada diez minutos antes de la cárcel y descubrimos con los planes de vuelo que el sitio fue Cabul.
¿Usted puede vivir tranquilo con tantos secretos ?
No me amenazan oficialmente a pesar de que existen muchas gentes incómodas conmigo. Lo que pasa es que en el campo de la geografía existen muchos espacios que son muy difíciles de esconder. Cuando se trata de esconder algo siempre surge una contradicción y basta entonces comenzar a investigar.
¿Usted también investigó aspectos visuales del Pentágono ?
Si existen allí distintivos y emblemas de uniformes militares de unidades secretas que se llaman “unidades negras” y que simbolizan un auténtico sub-mundo de proyectos confidenciales.
(traducción de : Eloise de Vyder )
Fuente:HACER CLICK AQUI
(Nota previa: Sou Trevor Paglen tiene 33 años y nació en Washington, D.C, pero vivió en Berkeley (California). Es doctor en geografía, pero hoy se ocupa de conocer el trabajo de la CIA e investigarlo. Es entrevistado por el diario La Vanguardia de España).
Señor su Hobby es muy extraño, nos puede comentar: ¿ qué es lo que hace realmente?
Yo escribo sobre los secretos de la CIA. He utilizado las imágenes satelitales del mismo gobierno para conocer las prisiones en USA e instalaciones militares clandestinas.
¿Entonces Ud. Se especializó en esas instalaciones clandestinas ?
Si realmente es una investigación que yo realizo con el periodista de San Francisco Weekly A.C. Thompson y hemos descubierto que no sólo existe la prisión de Guantánamo en territorio cubano, sino otras en Siria, Rumania, Polonia, Tailandia, Egipto y Marruecos. En los últimos 6 años la CIA puso prisioneros a 100 personas en esos lugares.
¿Pero usted ha entrevistado a los secuestrados ?
Si…por ejemplo hemos conocido los testimonios de Mohamed Binyan en Guantánamo el cual ha sido torturado.
Pero las declaraciones de torturas no son válidas en un juramento.
No obstante una de las leyes aprobadas en USA recientemente permite a los tribunales militares utilizar como pruebas las evidencias de torturas.
Pero: ¿ cómo es que usted puede tener acceso a esas informaciones ?
Investigando los planes de vuelo de los aviones. La CIA no es una institución militar sino civil que incluso crea empresas falsas para implantar sus programas secretos. Y tiene que saber esquivar todos los asuntos legales para aparentar ser una empresa sin problemas. Y como sus papeles son públicos los puedo conocer.
¿Este asunto a cambiado con el Partido Demócrata ?
Ha continuado de una administración a otra. Incluso, realmente el programa comenzó con la Administración de Clinton, como programa de Estado.
Usted me ha dicho que consiguió fotos de la prisión de SALT Pit en Afganistán, ¿cómo fue eso ?
Fue allí donde estuvo como prisionero el alemán Khalid el Masri, un caso de tortura que fue público y un hombre nos dijo que el avión había aterrizado en una pista improvisada diez minutos antes de la cárcel y descubrimos con los planes de vuelo que el sitio fue Cabul.
¿Usted puede vivir tranquilo con tantos secretos ?
No me amenazan oficialmente a pesar de que existen muchas gentes incómodas conmigo. Lo que pasa es que en el campo de la geografía existen muchos espacios que son muy difíciles de esconder. Cuando se trata de esconder algo siempre surge una contradicción y basta entonces comenzar a investigar.
¿Usted también investigó aspectos visuales del Pentágono ?
Si existen allí distintivos y emblemas de uniformes militares de unidades secretas que se llaman “unidades negras” y que simbolizan un auténtico sub-mundo de proyectos confidenciales.
(traducción de : Eloise de Vyder )
Fuente:
El asunto de las computadoras de REYES
Computadoras comprometedoras...así se califica en la revista Semana de Colombia lo que se ha encontrado allí. Ver el link de arriba.
jueves, marzo 13, 2008
Chavez para españoles
El link de arriba es un blog interesante que debemos leer...
No hay LUZ de la votación en USA

Todavía la votación para presidente en USA sigue igual : MCCain ya nominado por lo Republicanos y observando el empate indefinido de los demócratas, ahora con los insultos para discriminar a OBAMA como un candidato de color, cuando ya en la gobernación de N.Y. acaba de subir un político también de raza negra e incluso ciego. No se sabe que pasará entre CLINTON y OBAMA...y la lucha continúa... Vamos a ver si se puede prender alguna LUZ.
Y qué reclamó OBAMA ?
"Barack Obama yesterday expressed frustration at comments about his ethnic background after the resignation of a Hillary Clinton campaign member who made remarks about his race."
martes, marzo 11, 2008
Busca un MP-3--- (MUSICA)
En el link de arriba aparece la Hoja Web de CHATODROMO y es que allí se pueden escuchar y descargar los mejores MP3.
lunes, marzo 10, 2008
Como el New York Times inventó a Fidel Castro
Como o "New York Times" inventou Fidel Castro
Em fevereiro de 1957, Castro foi dado como morto depois de um desembarque catastrófico em Cuba. Perdido na montanha com um punhado de rebeldes, ele parecia condenado ao esquecimento. O encontro com um jornalista do "The New York Times" iria lhe conferir uma estatura internacional.
Por Julie Pêcheur
Durante sua última viagem aos Estados Unidos, por ocasião da Cúpula do Milênio da ONU, em setembro de 2000, Fidel Castro encontrou tempo para ir ao "The New York Times". Enquanto percorria os corredores do célebre jornal, diante dos retratos de personalidades que marcaram o século, ele exclamou de repente: "Onde está o retrato de Herbert Matthews? Esse sim era um jornalista!" Mas, apesar de 36 anos de serviço como grande repórter e editorialista, Matthews não faz parte das lendas oficiais do "New York Times".
Por outro lado, a 2.500 quilômetros de Manhattan, no Museu Nacional da Revolução em Havana, o jornalista americano encontrou lugar em uma vitrine, em meio a uniformes militares, retratos de revolucionários e velhos fuzis. O vemos em uma pequena foto preto-e-branco, sentado em plena floresta, de charuto nos lábios e caderno na mão. Ao seu lado, o jovem Fidel Castro também acende um charuto.
"Desembarque patético"
Essa cena pouco conhecida ocorreu em fevereiro de 1957, no crepúsculo úmido da Sierra Maestra, uma região montanhosa no leste de Cuba. Três meses antes, Castro ainda se encontrava no México, onde se havia exilado depois de passar um ano e meio na prisão por sua participação, em 26 de julho de 1953, no ataque de La Moncada, um quartel do exército de Batista em Santiago. Convencido de que os cubanos, desesperados com a violência e a corrupção do regime, estavam prestes a se rebelar, ele havia elaborado e divulgado publicamente um plano muito simples: desencadearia uma insurreição popular em todo o país, fazendo coincidir seu desembarque no sudeste da ilha com um levante previsto em Santiago de Cuba.
Em 25 de novembro de 1956, Fidel Castro e 81 companheiros embarcam em um velho iate, o Granma. Sacudido pelo mar forte e chuvas torrenciais, a frágil embarcação se perde nos manguezais cubanos e chega dois dias atrasada. As metralhadoras de Batista a esperam. Informado do projeto, este último já esmagou sem dificuldades o levante de Santiago. É uma hecatombe. Os corpos de Raúl e Fidel Castro são oficialmente identificados e enterrados pelo exército.
No entanto, uma dezena de sobreviventes - entre os quais os irmãos Castro e Ernesto Guevara - consegue chegar às montanhas. Em 4 de dezembro de 1956, um editorial do "The New York Times" intitulado "Os violentos cubanos" se interroga sobre o objetivo desse "desembarque patético de cerca de 40 jovens que se consideram um exército invasor". O editorialista não se conforma que o chefe dessa aventura, Fidel Castro, pudesse deliberadamente revelar seus planos antes da operação. "Pode-se imaginar uma coisa mais idiota?", ele se interroga, antes de concluir: "Não há a menor chance de que uma revolta tenha sucesso nas atuais circunstâncias", referindo-se ao poderio militar de Batista.
Instinto intacto
Efetivamente, um mês depois, o pequeno grupo que sobrevive na floresta com a ajuda de camponeses locais parece condenado ao esquecimento. A imprensa cubana estava censurada e Castro compreende que deve contatar a imprensa estrangeira para convocar a opinião pública para sua causa. Ele envia um mensageiro a Ruby H. Phillips, a correspondente do "New York Times" em Havana. Conhecida demais das autoridades locais para realizar pessoalmente essa reportagem, Phillips contata o jornal em Nova York, que então envia Herbert Matthews.
Disfarçados de turistas, Matthews e sua mulher, Nancy, partem para a província de Oriente, onde se encontram os homens de Castro na cidade de Manzanillo. Ao cair da noite, os rebeldes conduzem Matthews através dos canaviais e escapam de uma barreira do exército fazendo-o passar por um rico investidor americano. Terminam atravessando a floresta a pé. A subida é íngreme, o terreno escorregadio. Sim, Matthews já viu outros: ele cobriu a Guerra Civil espanhola, a campanha da Itália... Mas, aos 57 anos, esse homem alto e magro não está mais em sua melhor forma.
Seu instinto está intacto, porém. Enquanto espera a noite toda, sentado sobre um cobertor, pela chegada do chefe dos rebeldes, Matthews pressente que talvez se trate de um momento histórico. De fato. O jovem Fidel Castro chega finalmente e lhe dá uma entrevista de três horas - o "furo" de sua vida. "Havia uma reportagem a escrever e uma censura a vencer", escreveu Matthews em suas "Memórias". "Foi o que fiz, e nem Cuba nem os Estados Unidos seriam os mesmos depois disso." Dois dias depois, Nancy esconde em sua cinta as anotações do marido, que trazem a assinatura de Castro como prova de autenticidade, e os Matthews voltam aos Estados Unidos. Em 24, 25 e 26 de fevereiro de 1957 o "New York Times" publica três grandes artigos, dois deles na primeira página. Eles descrevem em detalhe a corrupção do regime Batista e as atrocidades cometidas pelo exército, ao mesmo tempo denunciando o apoio militar e diplomático dos Estados Unidos ao regime.
Rebelde carismático
Essa análise recusa categoricamente a linha oficial que faz de Cuba uma ilha próspera e dócil governada por um regime favorável aos interesses americanos - visão que perdura entre o governo e o público americanos, apesar dos sinais crescentes de forte descontentamento popular. Matthews elogia todos os grupos de oposição, mas diferencia e promove ao primeiro plano Fidel Castro e o Movimento 26 de Julho (dia em que, três anos e meio antes, Castro atacou La Moncada). Ele está convencido por esse rebelde carismático de 30 anos. Afirma que seu programa político é vago, matizado de nacionalismo, de anticolonialismo e antiimperialismo, mas salienta que Castro não sente qualquer animosidade em relação aos Estados Unidos.
O jornalista estima que esses rebeldes são portadores de "uma mudança radical e democrática para Cuba, e portanto anticomunista". Enfim, ele anuncia que os guerrilheiros "dominam" militarmente a Sierra Maestra e humilham regularmente a flor do exército cubano. Ele cita Fidel Castro descrevendo suas tropas, "grupos de dez a 40 combatentes", e ele mesmo avalia o entorno do guerrilheiro em cerca de 40 homens. Na realidade, o Movimento 26 de Julho não tem mais que 18 combatentes, motivados e solidamente idealistas, mas mal armados e completamente isolados.
Dois anos depois, Castro contaria no Overseas Press Club, em Nova York, diante de um Herbert Matthews um pouco incomodado, que enganou o repórter: durante a entrevista seus homens trocaram de roupa e giraram ao redor do jornalista para dar a impressão de que eram mais numerosos. Raúl chegara a interromper a entrevista para dar notícias de uma "segunda coluna" imaginária.
Irritado com os artigos do "Times", Arthur Gardner, o embaixador dos Estados Unidos em Havana, se apressa a tranqüilizar Washington: "Batista tem a situação "sob controle". O comandante militar da província de Oriente, cujos homens são encarregados de eliminar os últimos rebeldes, afirma que "as declarações desse jornalista americano são absolutamente falsas, pois é fisicamente impossível ir à região onde a entrevista imaginária teria ocorrido, pois "ninguém pode penetrar nessa zona sem ser visto". "Na minha opinião", ele conclui, "Matthews nunca pôs os pés em Cuba."
Na ilha, porém, as reportagens têm o efeito de uma bomba. Castro, que enviou um de seus homens a Nova York para fotocopiá-las com urgência, manda distribuir às escondidas milhares de cópias em Havana e em Santiago de Cuba. Alguns dias depois, Batista suspende temporariamente a censura, permitindo que as rádios e os jornais locais comentem os artigos do "Times": assim, todos os adversários do regime ficam sabendo que Castro está vivo e que a luta continua.
Uma propaganda inesperada. Para salvar a face, o ministro da Defesa cubano declara então que "o senhor Matthews não entrevistou o rebelde comunista Fidel Castro" e que "a entrevista e as aventuras descritas pelo correspondente Matthews podem ser consideradas um capítulo de um romance de ficção". Ele se surpreende de que o repórter não tenha aproveitado para se fazer fotografar junto com Castro para autenticar essa fábula. "The New York Times" se apressa então a publicar a declaração do ministro, acompanhada da foto tirada por um dos rebeldes, hoje exposta no Museu de Havana. Batista está convencido de que se trata de uma montagem.
Mas o presidente do Banco Nacional de Cuba entendeu. Então ele lhe sussurra: "Se está publicado no 'New York Times', é verdade em Nova York, é verdade em Berlim, em Londres e em Havana. Você pode ter certeza de que o mundo inteiro acredita nessa história". A seqüência é conhecida. Em 8 de janeiro de 1959, depois de dois anos de combates, Fidel Castro faz uma entrada triunfal em Havana com milhares de guerrilheiros. Já faz dois anos que Herbert Matthews, que se tornou o "senhor Cuba" no "New York Times" desde aquela famosa entrevista, escreve quase todos os artigos e editoriais sobre o assunto.
Ele nunca se afastou de sua primeira impressão: Castro não é um comunista, repete. Ele implora que os americanos ignorem seu mau humor e suas declarações intempestivas. Chega a lhes pedir que apóiem essa revolução social e adverte que, no contexto da Guerra Fria, a deterioração das relações com Cuba faria a ilha cair na trama dos comunistas, que já tentam se apropriar da revolução.
Responsáveis pelo fracasso
Mas em 1960 a linha vermelha é cruzada: a reforma agrária fere diretamente os interesses econômicos americanos e as relações diplomáticas ficam perigosamente tensas. No "New York Times", Matthews é gradualmente marginalizado, considerado culpado de subjetividade. Ele continua escrevendo editoriais, mas não é mais enviado a Cuba. Em janeiro de 1961, o presidente Eisenhower rompe relações diplomáticas com Havana; a revolução desliza para o comunismo - os Estados Unidos perderam Cuba. Para a direita americana, os aliados de Batista e a imprensa conservadora, Herbert Matthews e "The New York Times" são e continuam sendo até hoje os responsáveis por esse fracasso.
Em 1960, o embaixador Earl T. Smith, que substitui Gardner, acusa o jornalista de ter influenciado o Departamento de Estado americano. Diante do subcomitê do Senado para assuntos internos, ele anuncia que as reportagens do "New York Times" "permitiram que Castro adquirisse uma estatura internacional e um reconhecimento mundial. Até então havia sido apenas mais um bandido nas montanhas de Oriente ...". No mesmo ano, uma caricatura publicada na revista conservadora "The National Review" mostra Castro montado em Cuba, com a legenda "Encontrei meu emprego no 'New York Times'".
Em uma carta dirigida a seu amigo Ernest Hemingway, encontrada durante a Guerra Civil espanhola, Matthews conta que manifestantes se reuniram diante do prédio do "New York Times" para protestar contra ele. "O que tenho sofrido ultimamente!", ele se queixa. Está profundamente decepcionado com o rumo que tomam os acontecimentos, tanto em Cuba quanto nos Estados Unidos. Mas continua convencido de que não se enganou, que Castro não é comunista, que operou uma aproximação pragmática com esse partido somente a partir de 1960.
Depois de ter recebido ameaças de morte, o jornalista é colocado sob a proteção do governo. Ele deve deixar precipitadamente a tribuna da Universidade do Novo México depois de um alerta de bomba. Também é excluído da Associação Interamericana de Imprensa e prefere evitar o Overseas Press Club. Em 1965 o próprio Eisenhower o acusa de ter "quase sozinho" feito de Castro "um herói nacional".
Mesmo depois de sua morte, em 1977, 20 anos depois de seu encontro com Fidel Castro na Sierra Maestra, Matthews continuou sob o ataque dos conservadores. Em 1987, William Ratliff, um pesquisador do Instituto Hoover da Universidade Stanford, ainda diria: "Raramente na história um único escritor teria dado o tom com tanta influência (...) quanto a um personagem, um movimento, um fenômeno histórico". Herbert Matthews sempre negou ter "feito" Castro. Aos olhos dele, tratava-se apenas de "um homem prometido a um destino fora do comum, que teria acabado se impondo de qualquer maneira". É muito provável. Mas os artigos do "New York Times" talvez tenham acelerado o curso da história.
Em fevereiro de 1957, Castro foi dado como morto depois de um desembarque catastrófico em Cuba. Perdido na montanha com um punhado de rebeldes, ele parecia condenado ao esquecimento. O encontro com um jornalista do "The New York Times" iria lhe conferir uma estatura internacional.
Por Julie Pêcheur
Durante sua última viagem aos Estados Unidos, por ocasião da Cúpula do Milênio da ONU, em setembro de 2000, Fidel Castro encontrou tempo para ir ao "The New York Times". Enquanto percorria os corredores do célebre jornal, diante dos retratos de personalidades que marcaram o século, ele exclamou de repente: "Onde está o retrato de Herbert Matthews? Esse sim era um jornalista!" Mas, apesar de 36 anos de serviço como grande repórter e editorialista, Matthews não faz parte das lendas oficiais do "New York Times".
Por outro lado, a 2.500 quilômetros de Manhattan, no Museu Nacional da Revolução em Havana, o jornalista americano encontrou lugar em uma vitrine, em meio a uniformes militares, retratos de revolucionários e velhos fuzis. O vemos em uma pequena foto preto-e-branco, sentado em plena floresta, de charuto nos lábios e caderno na mão. Ao seu lado, o jovem Fidel Castro também acende um charuto.
"Desembarque patético"
Essa cena pouco conhecida ocorreu em fevereiro de 1957, no crepúsculo úmido da Sierra Maestra, uma região montanhosa no leste de Cuba. Três meses antes, Castro ainda se encontrava no México, onde se havia exilado depois de passar um ano e meio na prisão por sua participação, em 26 de julho de 1953, no ataque de La Moncada, um quartel do exército de Batista em Santiago. Convencido de que os cubanos, desesperados com a violência e a corrupção do regime, estavam prestes a se rebelar, ele havia elaborado e divulgado publicamente um plano muito simples: desencadearia uma insurreição popular em todo o país, fazendo coincidir seu desembarque no sudeste da ilha com um levante previsto em Santiago de Cuba.
Em 25 de novembro de 1956, Fidel Castro e 81 companheiros embarcam em um velho iate, o Granma. Sacudido pelo mar forte e chuvas torrenciais, a frágil embarcação se perde nos manguezais cubanos e chega dois dias atrasada. As metralhadoras de Batista a esperam. Informado do projeto, este último já esmagou sem dificuldades o levante de Santiago. É uma hecatombe. Os corpos de Raúl e Fidel Castro são oficialmente identificados e enterrados pelo exército.
No entanto, uma dezena de sobreviventes - entre os quais os irmãos Castro e Ernesto Guevara - consegue chegar às montanhas. Em 4 de dezembro de 1956, um editorial do "The New York Times" intitulado "Os violentos cubanos" se interroga sobre o objetivo desse "desembarque patético de cerca de 40 jovens que se consideram um exército invasor". O editorialista não se conforma que o chefe dessa aventura, Fidel Castro, pudesse deliberadamente revelar seus planos antes da operação. "Pode-se imaginar uma coisa mais idiota?", ele se interroga, antes de concluir: "Não há a menor chance de que uma revolta tenha sucesso nas atuais circunstâncias", referindo-se ao poderio militar de Batista.
Instinto intacto
Efetivamente, um mês depois, o pequeno grupo que sobrevive na floresta com a ajuda de camponeses locais parece condenado ao esquecimento. A imprensa cubana estava censurada e Castro compreende que deve contatar a imprensa estrangeira para convocar a opinião pública para sua causa. Ele envia um mensageiro a Ruby H. Phillips, a correspondente do "New York Times" em Havana. Conhecida demais das autoridades locais para realizar pessoalmente essa reportagem, Phillips contata o jornal em Nova York, que então envia Herbert Matthews.
Disfarçados de turistas, Matthews e sua mulher, Nancy, partem para a província de Oriente, onde se encontram os homens de Castro na cidade de Manzanillo. Ao cair da noite, os rebeldes conduzem Matthews através dos canaviais e escapam de uma barreira do exército fazendo-o passar por um rico investidor americano. Terminam atravessando a floresta a pé. A subida é íngreme, o terreno escorregadio. Sim, Matthews já viu outros: ele cobriu a Guerra Civil espanhola, a campanha da Itália... Mas, aos 57 anos, esse homem alto e magro não está mais em sua melhor forma.
Seu instinto está intacto, porém. Enquanto espera a noite toda, sentado sobre um cobertor, pela chegada do chefe dos rebeldes, Matthews pressente que talvez se trate de um momento histórico. De fato. O jovem Fidel Castro chega finalmente e lhe dá uma entrevista de três horas - o "furo" de sua vida. "Havia uma reportagem a escrever e uma censura a vencer", escreveu Matthews em suas "Memórias". "Foi o que fiz, e nem Cuba nem os Estados Unidos seriam os mesmos depois disso." Dois dias depois, Nancy esconde em sua cinta as anotações do marido, que trazem a assinatura de Castro como prova de autenticidade, e os Matthews voltam aos Estados Unidos. Em 24, 25 e 26 de fevereiro de 1957 o "New York Times" publica três grandes artigos, dois deles na primeira página. Eles descrevem em detalhe a corrupção do regime Batista e as atrocidades cometidas pelo exército, ao mesmo tempo denunciando o apoio militar e diplomático dos Estados Unidos ao regime.
Rebelde carismático
Essa análise recusa categoricamente a linha oficial que faz de Cuba uma ilha próspera e dócil governada por um regime favorável aos interesses americanos - visão que perdura entre o governo e o público americanos, apesar dos sinais crescentes de forte descontentamento popular. Matthews elogia todos os grupos de oposição, mas diferencia e promove ao primeiro plano Fidel Castro e o Movimento 26 de Julho (dia em que, três anos e meio antes, Castro atacou La Moncada). Ele está convencido por esse rebelde carismático de 30 anos. Afirma que seu programa político é vago, matizado de nacionalismo, de anticolonialismo e antiimperialismo, mas salienta que Castro não sente qualquer animosidade em relação aos Estados Unidos.
O jornalista estima que esses rebeldes são portadores de "uma mudança radical e democrática para Cuba, e portanto anticomunista". Enfim, ele anuncia que os guerrilheiros "dominam" militarmente a Sierra Maestra e humilham regularmente a flor do exército cubano. Ele cita Fidel Castro descrevendo suas tropas, "grupos de dez a 40 combatentes", e ele mesmo avalia o entorno do guerrilheiro em cerca de 40 homens. Na realidade, o Movimento 26 de Julho não tem mais que 18 combatentes, motivados e solidamente idealistas, mas mal armados e completamente isolados.
Dois anos depois, Castro contaria no Overseas Press Club, em Nova York, diante de um Herbert Matthews um pouco incomodado, que enganou o repórter: durante a entrevista seus homens trocaram de roupa e giraram ao redor do jornalista para dar a impressão de que eram mais numerosos. Raúl chegara a interromper a entrevista para dar notícias de uma "segunda coluna" imaginária.
Irritado com os artigos do "Times", Arthur Gardner, o embaixador dos Estados Unidos em Havana, se apressa a tranqüilizar Washington: "Batista tem a situação "sob controle". O comandante militar da província de Oriente, cujos homens são encarregados de eliminar os últimos rebeldes, afirma que "as declarações desse jornalista americano são absolutamente falsas, pois é fisicamente impossível ir à região onde a entrevista imaginária teria ocorrido, pois "ninguém pode penetrar nessa zona sem ser visto". "Na minha opinião", ele conclui, "Matthews nunca pôs os pés em Cuba."
Na ilha, porém, as reportagens têm o efeito de uma bomba. Castro, que enviou um de seus homens a Nova York para fotocopiá-las com urgência, manda distribuir às escondidas milhares de cópias em Havana e em Santiago de Cuba. Alguns dias depois, Batista suspende temporariamente a censura, permitindo que as rádios e os jornais locais comentem os artigos do "Times": assim, todos os adversários do regime ficam sabendo que Castro está vivo e que a luta continua.
Uma propaganda inesperada. Para salvar a face, o ministro da Defesa cubano declara então que "o senhor Matthews não entrevistou o rebelde comunista Fidel Castro" e que "a entrevista e as aventuras descritas pelo correspondente Matthews podem ser consideradas um capítulo de um romance de ficção". Ele se surpreende de que o repórter não tenha aproveitado para se fazer fotografar junto com Castro para autenticar essa fábula. "The New York Times" se apressa então a publicar a declaração do ministro, acompanhada da foto tirada por um dos rebeldes, hoje exposta no Museu de Havana. Batista está convencido de que se trata de uma montagem.
Mas o presidente do Banco Nacional de Cuba entendeu. Então ele lhe sussurra: "Se está publicado no 'New York Times', é verdade em Nova York, é verdade em Berlim, em Londres e em Havana. Você pode ter certeza de que o mundo inteiro acredita nessa história". A seqüência é conhecida. Em 8 de janeiro de 1959, depois de dois anos de combates, Fidel Castro faz uma entrada triunfal em Havana com milhares de guerrilheiros. Já faz dois anos que Herbert Matthews, que se tornou o "senhor Cuba" no "New York Times" desde aquela famosa entrevista, escreve quase todos os artigos e editoriais sobre o assunto.
Ele nunca se afastou de sua primeira impressão: Castro não é um comunista, repete. Ele implora que os americanos ignorem seu mau humor e suas declarações intempestivas. Chega a lhes pedir que apóiem essa revolução social e adverte que, no contexto da Guerra Fria, a deterioração das relações com Cuba faria a ilha cair na trama dos comunistas, que já tentam se apropriar da revolução.
Responsáveis pelo fracasso
Mas em 1960 a linha vermelha é cruzada: a reforma agrária fere diretamente os interesses econômicos americanos e as relações diplomáticas ficam perigosamente tensas. No "New York Times", Matthews é gradualmente marginalizado, considerado culpado de subjetividade. Ele continua escrevendo editoriais, mas não é mais enviado a Cuba. Em janeiro de 1961, o presidente Eisenhower rompe relações diplomáticas com Havana; a revolução desliza para o comunismo - os Estados Unidos perderam Cuba. Para a direita americana, os aliados de Batista e a imprensa conservadora, Herbert Matthews e "The New York Times" são e continuam sendo até hoje os responsáveis por esse fracasso.
Em 1960, o embaixador Earl T. Smith, que substitui Gardner, acusa o jornalista de ter influenciado o Departamento de Estado americano. Diante do subcomitê do Senado para assuntos internos, ele anuncia que as reportagens do "New York Times" "permitiram que Castro adquirisse uma estatura internacional e um reconhecimento mundial. Até então havia sido apenas mais um bandido nas montanhas de Oriente ...". No mesmo ano, uma caricatura publicada na revista conservadora "The National Review" mostra Castro montado em Cuba, com a legenda "Encontrei meu emprego no 'New York Times'".
Em uma carta dirigida a seu amigo Ernest Hemingway, encontrada durante a Guerra Civil espanhola, Matthews conta que manifestantes se reuniram diante do prédio do "New York Times" para protestar contra ele. "O que tenho sofrido ultimamente!", ele se queixa. Está profundamente decepcionado com o rumo que tomam os acontecimentos, tanto em Cuba quanto nos Estados Unidos. Mas continua convencido de que não se enganou, que Castro não é comunista, que operou uma aproximação pragmática com esse partido somente a partir de 1960.
Depois de ter recebido ameaças de morte, o jornalista é colocado sob a proteção do governo. Ele deve deixar precipitadamente a tribuna da Universidade do Novo México depois de um alerta de bomba. Também é excluído da Associação Interamericana de Imprensa e prefere evitar o Overseas Press Club. Em 1965 o próprio Eisenhower o acusa de ter "quase sozinho" feito de Castro "um herói nacional".
Mesmo depois de sua morte, em 1977, 20 anos depois de seu encontro com Fidel Castro na Sierra Maestra, Matthews continuou sob o ataque dos conservadores. Em 1987, William Ratliff, um pesquisador do Instituto Hoover da Universidade Stanford, ainda diria: "Raramente na história um único escritor teria dado o tom com tanta influência (...) quanto a um personagem, um movimento, um fenômeno histórico". Herbert Matthews sempre negou ter "feito" Castro. Aos olhos dele, tratava-se apenas de "um homem prometido a um destino fora do comum, que teria acabado se impondo de qualquer maneira". É muito provável. Mas os artigos do "New York Times" talvez tenham acelerado o curso da história.
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